domingo, 28 de dezembro de 2008

Protecção

Sim, eu também sinto falta do meu Guru-Maharaja, mas sempre sinto que ele está tomando conta de mim e me protegendo". (Srila Prabhupada)

[Bhaktis7.jpg]

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Jesus no Bhavishya Purana?

Jesus as a Perfect Christian - Krishna Talk 75
Real Religion is Not Man Made
More on 'Real Religion is Not Man Made' - Krishna Talk 73
More on Christianity: Only Krishna Consciousness Can Enhance Krishna Consciousness
Jesus in the Vedas

http://www.stephen-knapp.com/jesus_predicted_in_the_vedic_literature.htm

"...Podemos deduzir que o Bhavishya Purana foi adulterado pelos missionários cristãos que adicionaram um capítulo sobre Jesus..."

Karma

De acordo com os Vedas existem três tipos de Karma:

Sancita Karma - o total de todas as acções passadas a serem resolvidas.

Prarabdha Karma - a porção de Sancita Karma a ser vivenciada nesta vida. Este incluí nossas características físicas e intelectuais, quem são nossos familiares, tendências pessoais, etc. É a forma de Karma que já frutificou e portanto é a mais difícil de ser suplantada.

Kriyamana Karma - o Karma que está a ser criado agora, e que frutificará no futuro.

Podemos dizer que o Karma que ainda não se manifestou (Sancita) e o Karma que estamos a criar agora (Kriyamana) são mais facilmente transformados. Mas pela força do serviço devocional até mesmo Prarabdha Karma pode ser alterado.

No seu livro "Madhurya Kadambini", Srila Visvanatha Cakravarti Thakura descreve como Prarabdha Karma pode ser erradicado ao alcançarmos a perfeição de Sadhana Bhakti.

De acordo com Sri Jiva Gosvami, Prarabdha Karma é o último estágio Kármico a ser ultrapassado pelo devoto.

Em outras palavras, Sancita e Kriyamana Karma são superados primeiramente na iniciação e então Prarabdha Karma é o último a ser removido pela graça de Bhakti Devi.

Aqui levanta-se a questão:

O que acontece a um devoto (a) que tornou-se livre da influência do Karma mas ainda não atingiu o amor puro por Krsna (Prema)?

O Senhor pessoalmente cuida deste devoto. No entanto, isto não significa que o devoto fica livre de doença, calamidade ou sofrimentos. Isto significa que nada disto é devido a Prarabdha Karma mas sim a um arranjo especial do Senhor para fazer o devoto mais dependente d'Ele.

tat te `nukampam su-samiksamanobhunjana evatma –krtam vipakamhrd-vag-vapurbhir vidadhan namas tejiveta yo mukti-pade sa daya – bhak (SB 10.14.8)

"Meu querido Senhor, aquele que sinceramente aguarda Tua misericórdia sem causa, sempre paciente, a tolerar as reacções de suas más acções do passado e oferecendo-Te respeitosas reverências com o coração, palavras e corpo, é com certeza, elegível para obter o serviço imaculado aos Teus pés de lótus, pois isto tornou-se seu direito adquirido."

Na fase de Nistha (devoção fixa), os obstáculos resultantes de bom ou mau Karma são completamente erradicados (Purna Nrvitti), embora exista uma pequena possibilidade de os Anarthas que surgem do Karma reaparecerem.

Na fase de Asakti, nos últimos estágios de Bhakti quando a mente está completamente apegada à Krsna, os impedimentos do Karma são absolutamente erradicados (Atyantiki Nrvitti).

Cinco etapas de erradicação dos Anarthas:

«1» Eka-desa-vartini - Parcial
«2» Bahu-desa-vartini - Dominante
«3» Prayiki - Quase completa
«4»Purna - Completa
«5»Atyantiki - Absoluta

Erradicação dos Anarthas que surgem do bom e mau Karma:

Bhajana-kriya «3»
Nistha «4»
Asakti «5»

Agora, o que dizer sobre o facto de o Guru aceitar o Karma dos discípulos?

Srila Prabhupada explica:

"Isto é a teoria dos Cristãos. "Se você fizer alguma coisa, eu sofro por isto". Não. Você deve sofrer. Se alguém comete um assassinato, mas pensa que seu pai é que deve sofrer a pena, será esta uma proposta razoável? Não, você cometeu o assassinato e você deve ser enforcado. Da mesma forma, quando você comete actos pecaminosos, você deve sofrer - não Jesus Cristo. Esta é a Lei de Deus."

Fim da citação.

Assim, o Guru estando livre do Karma, não fica novamente sob a influência do Karma quando aceita discípulos. O Guru não tem que sofrer o Karma.

No entanto, Srila Rupa Gosvami diz que se o Guru aceita muitos discípulos desqualificados isto pode constituir um distúrbio no seu (do Guru) Bhajana.

Isto significa que se o discípulo(a) actua erradamente, o Guru terá de lidar com estes erros, o que tornará o trabalho do Guru mais difícil. 

Também, se o discípulo abandona o serviço do Guru, o Karma que tinha sido suspenso pelo discípulo ocupar-se em Sadhana Bhakti irá novamente actuar em tal discípulo inconstante.

Isto irá certamente causar transtorno à mente e ao coração do Guru. E desta forma o Bhajana do Guru será perturbado.

É a religião culpada pelas principais mazelas da natureza humana?

Nos últimos anos, Richard Dawkins, famoso geneticista e ganhador de um prêmio Nobel, vem se dedicando a realizar o que ele chama de uma cruzada contra Deus. Segundo Dawkins, Deus não existe, é uma ilusão, e o mundo seria muito melhor caso não existissem religiões e todos se dedicassem apenas a tentar compreender cientificamente o funcionamento do universo, que para ele, resume-se na gloriosa luta da molécula de DNA para se afirmar no mundo. Quando perguntaram a ele o que somos ou quem somos, Dawkins disse que não passamos de meros hospedeiros de moléculas auto-replicantes de DNA, que essa é a verdade e que temos que aceitá-la, queiramos ou não.

Para ele, não há nada de poético ou confortante nisso, mas não importa, a verdade nem sempre é confortável.
Ainda segundo Dawkins, Deus não existe porque caso ele tivesse surgido antes de tudo, ele teria que ser muito inteligente para criar as leis da física e permitir que a vida evoluísse a partir de um simples aglomerado de moléculas. Isso não seria possível porque a inteligência é um produto da evolução, que surgiu após milhares e milhares de mutações cujo ápice seria justamente nós, a majestosa espécie humana.

Para quem passou a maior parte da vida trancado num laboratório, cheirando a formol, estudando a vida sexual dos grilos, não é de se esperar outra coisa, não acham? Durante uma entrevista, Dawkins fica irritado quando perguntaram o que ele sentia sabendo que a maioria das pessoas sente mais atração por ouvir uma música de Beethoven a estudar a anatomia de uma lagartixa. Ele ainda morde a própria língua quando afirma que não saberia como preencher o vazio que a religião deixaria nas pessoas caso ela deixasse de existir no mundo. Na sua visão míope e superficial, Dawkins tenta culpar a religião pelas principais mazelas da natureza humana, colocando uma lente de aumento no comportamento de alguns fanáticos e desprezando o lado bom que a religiosidade traz à vida de milhares de pessoas.

Por algum motivo, ele não consegue – ou não quer - enxergar que a violência, o fanatismo e a intolerância, são manifestações da natureza humana que estão presentes não só na religião, mas também na política, no esporte e, por que não, na própria ciência. Vale lembrar, a maioria dos cientistas do mundo contemporâneo é financiada pela indústria bélica e por governantes assassinos que gastam milhões e milhões inventando novas formas de matar pessoas inocentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, dos 147,4 bilhões de dólares anuais destinados à pesquisa científica, mais da metade, 80,7 bilhões, vai para a pesquisa militar. Desse valor, 69 bilhões vão exclusivamente para os programas de desenvolvimento armamentício.

Os investimentos em pesquisas militares são imensuráveis e visam não somente a defesa contra eventuais ataques, mas também o enriquecimento à custa da miséria e do sofrimento alheio. Segundo um relatório do Think-tank Stockholm International Peace Research Institute, entre 2003 e 2007, Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, Alemanha e França, foram os maiores exportadores de armas do mundo, respondendo por 80% das exportações mundiais.

Esses países, é bom que se diga, são os mesmos enaltecidos por Dawkins como países altamente civilizados, o que ele associa ao seu alto índice de ateísmo e anti-religiosidade. Infelizmente, Dawkins ignora que a maioria dos conflitos “ditos” religiosos não possui uma causa verdadeiramente religiosa, mas sim político-econômica. Se um cristão mata um mulçumano por causa de uma casa pra morar, isso não é um conflito religioso, mas sim econômico.

É o que ocorre no Oriente Médio, por exemplo, onde o que está em jogo não é a expansão do islamismo, a necessidade de se difundir a doutrina de Maomé, mas sim o domínio sobre a Palestina, um verdadeiro oasis no deserto. É claro que existe a intolerância religiosa e que alguns livros sagrados são manipulados por lideres políticos inescrupulosos. Isso é indiscutível. No entanto, isso de forma alguma exclui a importância e o valor da religião em nossas vidas, mas apenas expõe o lado sórdido e nebuloso da natureza humana, que manipula o conhecimento em prol dos seus interesses mesquinhos.

D`outro lado, estudos recentes mostram que pessoas dedicadas a alguma prática religiosa superam com maior facilidade os desafios da vida e, por incrível que pareça, são mais felizes. Na recuperação de delinqüentes e de dependentes químicos, por exemplo, a ação dos grupos religiosos se revela muito mais eficaz do que a ação de médicos, psicólogos e psiquiatras que, apesar de todo conhecimento científico e de recursos terapêuticos, não conseguem restabelecer essas pessoas a uma condição de vida digna.

É nesse sentido que Samuel P. Huntington, assessor do Pentágono, corresponsável pela estratégia de guerra no Vietnã, reconhece que as religiões têm em si um fator de suma importância para a paz mundial, pois “todas elas buscam a justiça, favorecem a concórdia, fomentam a solidariedade, pregam o amor e o perdão e mostram sensibilidade para com os pobres e condenados da Terra.”

Segundo os estudiosos, o principal motivo pelo qual a índia - país que concentra ¼ da população mundial num espaço territorial 4 vezes menor que o território brasileiro - apresenta índices de violência tão exíguos é a religiosidade do seu povo, que por sinal é extremamente heterogênea. Nenhum outro país do mundo tem uma diversidade religiosa tão grande quanto a Índia. O que nós ocidentais chamamos de hinduísmo não é uma religião específica, mas sim uma infinidade de segmentos religiosos, muitos deles com pontos de vistas totalmente antagônicos e que convivem pacificamente, apesar de todas as diferenças.

A cada 12 anos, esses segmentos se reúnem num grande festival chamado de kumbamela, considerado o maior encontro inter-religioso do mundo. Um evento totalmente pacífico. De forma evidente, isso mostra que nem a religião, nem a diversidade religiosa são fatores determinantes para os conflitos humanos. As diferenças obviamente existem e sempre existirão, (mesmo entre pessoas de uma mesma religião ou de uma mesma família), mas isso não significa que elas irão entrar em conflito e se matar umas as outras unicamente por não aceitar a religião do outro.

A causa desses conflitos é certamente outra e precisa ser investigada com imparcialidade e isenção de qualquer ideologia, como bem recomenda o método científico tão defendido por Dawkins e seus correligionários. Atribuir à religião a causa do sofrimento humano é não enxergar a nossa verdadeira condição nesse mundo.

É bem verdade que Marx dizia que a religião é o ópio do povo, mas não podemos esquecer que, ainda que isso seja verdade, a religião seria um ópio bem menos prejudicial que o álcool, as drogas, o shopping Center, o sexo, e diversos outros valores cultuados pela sociedade moderna sem nenhuma contra-indicação, mas que são altamente comprometedores.

Seja como for, não podemos negar que a religião, assim como todas as outras formas de conhecimento, exerce um papel fundamental na vida humana e que negligenciar esse papel ou culpá-la pelos conflitos humanos não nos fará pessoas mais inteligentes nem nos levará a uma condição humana superior.

Alias, como reconhece o próprio Dawkins, o vazio deixado pela religião não será preenchido por ninguém, nem mesmo pela própria ciência, e até que esse vazio possa ser preenchido por algo melhor, a religião deve ter seu devido respeito por parte de todos nós, quer acreditemos, ou não, na existência de Deus.

Por Raul Tavares

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Punya não Neutraliza Reacções Pecaminosas

A causa primária do sofrimento é a ignorância, que resulta em pecado. Quando alguém tem uma doença contagiosa, podemos invariavelmente concluir que ele contraiu a infecção de alguma forma, mesmo que não esteja claro de onde, como e assim por diante. Similarmente, quando há algum sofrimento, podemos concluir que houve o cometimento de algum ato pecaminoso no passado por parte da pessoa em questão, nesta vida ou em uma vida anterior, consciente ou inconscientemente.

Todos neste mundo material, mesmo aqueles que são piedosos e possuidores de um coração moderadamente bom, executam muitas atividades pecaminosas. Mesmo nos atos aparentemente inofensivos - como o nosso cozinhar e comer, ou mesmo os atos de caminhar e respirar - causamos sofrimento a outras entidades vivas, o que dizer de outros atos de deliberada aspereza na fala e na atividade e de nossa exploração das energias de Krsna para fins egoístas!

Cada um destes atos traz reações conseqüentes.Atividades piedosas têm suas próprias reações kármicas (a saber, “punya”), mas punya, mesmo em grandes ou imensas quantidades, não nega ou neutraliza as reações pecaminosas.

A pessoa tem tanto que desfrutar os resultados de punya como sofrer qualquer reação pecaminosa cabida a ela. Quando vemos uma pessoa assim-chamada “ruim” prosperando, devemos entender que ela está simplesmente colhendo os resultados de algumas atividades piedosas pretéritas.

Se toda atividade envolve algum bom ou mau karma, temos de nos conformar que o sofrimento é inevitável? Não.

O Bhagavad-gita apresenta uma solução para essa situação desagradável: todo trabalho deve ser feito como um sacrifício a Visnu, pois semelhante trabalho não traz nem reações piedosas nem reações pecaminosas, e assim não condiciona.

S.S. Romapada Swami

Neste Natal não coma o Presépio !!!

"Observe o presépio: tem vaca, cabrito, cordeirinho - todos observavam o Menino Jesus.
Os Evangelhos dizem até que com seus hálitos, os animais ajudaram a aquecer o recém- nascido.

Agora pense na maneira como os Reis Magos celebraram a chegada do Deus Menino. Seus presentes foram ouro, incenso e mirra. Em nenhum momento, os magos, José ou Maria sugeriram assar um peru ou um pernil para comemorar.

O Natal é o momento em que, no mundo inteiro, as pessoas que comungam da fé cristã se unem para relembrar o dia em que Jesus nasceu na humilde manjedoura de Belém.
Infelizmente, o sentido essencial desta data, que deveria ser prestar a uma reflexão colectiva sobre o modo como vivemos, perdeu-se por completo.

Poderíamos aproveitar o Natal para incluir em nossas vidas pelo menos o principal mandamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."

Mas em vez disto nos acotovelamos nos shoppings, nos stressamos no trânsito, estouramos os limites do cartão de crédito...

O Natal deixou de ser a celebração da pureza e transformou-se no enaltecimento do consumo.

E nada está mais distante do sentimento cristão do que os cardápios natalinos. As pessoas se esquecem de que os primeiros adoradores de Jesus foram justamente os animais, e aquiescem na matança desenfreada que ocorre nesta época do ano. Quintuplica-se o abate de perus e outras aves; porcos, cabritos e carneiros também são mortos em proporções absurdas.

As pessoas desejam "paz" em suas mensagens natalinas, mas celebram o nascimento do Menino Jesus com os cadáveres de criaturas inocentes! Esquecem-se talvez dos imensos danos que a indústria da carne acarreta ao meio ambiente ou não consideram válido o argumento de que a carne em suas mesas significa a fome de milhões de pessoas. Pedem "saúde" no Novo Ano, enquanto abusam de gordura animal. Aos poucos, esta acaba por entupir suas veias e artérias, afetar o seu fígado bem como o equilíbrio de seus corpos e mentes."


Vosso servo

Prahladesh Dasa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Dhanvantari

Om Namo Bhagavate Vasudevaya
Dhanvataraye Amrtakalasahastaya Sarvamaya Vina Sanaya
Trailokya Nathaya Mahavisnave Svaha

Porque pessoas piedosas, e até mesmo devotos, têm de sofrer?

Aqueles que se renderam completamente a Krsna não estão mais sob a influência da energia externa do Senhor, o agente do karma, e essa é a solene promessa de Krsna. Tais devotos estão agindo sob a potência interna de Krsna, e, mesmo quando há alguma dificuldade vindo da energia material, ela deve ser compreendida como um lembrete de seus erros passados enviado diretamente por Krsna, diretamente orquestrado por Krsna para o maior avanço deles em devoção.

Tais eventos NÃO devem ser vistos como decretados pela energia material externa.
Não devemos compreender erroneamente a proteção de Krsna como proteção material absoluta, e isso é, de fato, um ponto que os devotos freqüentemente tendem a compreender de modo errado na empolgação e no idealismo iniciais de quando entram em contato com a filosofia da consciência de Krsna. A promessa de Krsna de proteger Seus devotos significa que o corpo de um devoto jamais irá minguar ou morrer? Ou que devotos jamais sofrerão um acidente ou fracassarão em algum empreendimento.


Não.

O devoto puro, entretanto, não é afetado por tais mudanças externas, estando situação em sua posição constitucional e absorto em sua relação com Krsna. Alguém também pode perguntar, sobre a condição de aparente definhamento do corpo de Srila Prabhupada em direção ao fim de sua presença física entre nós ou sobre as debilitações físicas a que ele aparentemente se sujeitou.

Muito ao contrário, ao invés de diminuir a fé de seus discípulos, os próprios sintomas em si aumentaram a apreciação deles acerca das glórias de um devoto puro dado que a consciência de

Prabhupada sempre permaneceu transcendentalmente centrada até o último momento, inafetada pelo exterior. Krsna, sendo completamente independente, possui maneiras muito especiais para lidar com Seus devotos, e, qualquer que seja a maneira, o devoto não se queixa. Todavia, a promessa de Krsna em relação à vitória final de Seu devoto jamais terá sido em vão.

SS Romapada Svami

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Brahman - substância material total

"A Física subatômica, que , estudando o átomo, seu núcleo e o que se acredita serem os constituintes últimos do universo, levam o homem a analisar as estruturas mais íntimas da matéria e das radiações."

Fim da citação.

No entanto a Física subatômica simplesmente estuda a parte do Brahman que se caracteriza pela substância material total.

Brahman =
1 - a alma individual
2 - o aspecto impessoal e todo penetrante do Supremo
3 - a Suprema Personalidade de Deus
4 - o Mahat Tattva, ou a substância material total

BG 14.27
"Eu sou a base do Brahman impessoal, que é imortal, imperecível e eterno e é a posição constitucional da felicidade última."

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Sobre conselhos e soluções

Quando o pai de Madhvacarya estava a dar uma explicação Sástrica em público esqueceu-se de mencionar um pormenor muito importante.
Com apenas oito anos de idade, Madhvacarya corrigiu publicamente seu pai.

Uma senhora disse:
"Como é possível que o filho saiba o que o pai não sabe?"

Outro senhor disse:"Um filho ensinando o pai.
Um grande infortúnio."Outro rapaz disse:
"Incrível, ele sabe o que o pai não sabe."

O Pai de Madhvacarya disse:
"Vocês não sabem, algo que for dito até mesmo por uma criança ou um papagaio deve ser aceito se estiver correto."

Mais tarde Madhvacarya perguntou ao pai:
"Pai eu agi errado ao dar a explicação correta em público?"

O Pai disse:
"Certamente que não, sempre que você encontrar a verdade deve falar."

Madhvacarya disse:
"Porque quando eu explico a verdade as outras pessoas não aceitam-na como o Senhor?"

O Pai respondeu:
"Quem nos ouvirá?
As pessoas somente ouvirão grandes Sannyasis e ascetas."

Neste momento, Madhvacarya decidiu aceitar Sannyasa o que ocorreu quando tinha somente doze anos. E seu Sannyasi Guru foi Acyutapreksa.

Também temos o exemplo de Bilvamangala Thakur que recebeu o ímpeto do serviço devocional da prostituta Cintamani.

Bilvamangala Thakur enfrentou uma grande tempestade, atravessou um rio turbulento agarrado a um cadáver em decomposição e cheio de vermes, subiu uma enorme muralha utilizando uma serpente negra venenosa como corda somente para poder desfrutar com Cintamani.

A prostituta Cintamani disse-lhe:
"Meu corpo é feito de fezes, urina e sangue e outras substâncias contaminadas, e ainda assim você faz tanto para poder tê-lo. Se você cantar os Santos Nomes de Krsna, sua vida será bem sucedida."
Estas palavras entraram no coração de Bilvamangala Takhur como uma flecha e ele partiu para Vrndavana.

Do livro "Iluminação pelo Caminho Natural" de SS Hrdayananda Das Goswami:

"Entende-se comumente que se deve aceitar apenas um mestre espiritual, porém, nosso verdadeiro mestre dará instruções sobre muitos setores de conhecimento, tomando auxílio ou adquirindo lições de muitas coisas comuns. Como foi exemplificado pelo Brahmana Avadhuta, podemos nutrir e fortificar os ensinamentos que recebemos de nosso Guru, e, da mesma forma, podemos evitar de transgredir as ordens dele, através da observação de coisas comuns na natureza.

Portanto, não devemos receber os ensinamentos de nosso Guru de forma mecânica, mas, antes, como discípulos, devemos ser pensativos, e, com nossa própria inteligência, compreender na prática o que ouvimos, observando o mundo à nossa volta. Neste sentido, podemos aceitar muitos Gurus.

Se alguém recebe os ensinamentos de seu Guru, mas os mantém trancados dentro de seu cérebro como um dogma teórico, não haverá realmente conhecimento pleno e rico. Portanto, se alguém quer desenvolver conhecimento estável e completo, precisa ver os ensinamentos de seu mestre espiritual em toda a parte.

Uma vez que um devoto do Senhor nunca é ingrato ele há de oferecer todo o respeito a qualquer pessoa por qualquer coisa que lhe proporcione mais iluminação no seu caminho espiritual.

Deve-se compreender que entre os muitos Gurus mencionados pelo Brahmana, alguns deram instruções positivas e outros deram instruções negativas. O caso de Pingala, a prostituta, por exemplo, ou da mocinha que tirou os braceletes, constituem exemplos positivos de conduta apropriada, ao passo que a história dos pombos infortunados ou a do elefante tolo indicam coisas a serem evitadas. Em ambos os casos, nosso conhecimento espiritual se enriquece."

Fim das citações.

Obviamente um Vaisnava dá grande valor as instrucções, conselhos e soluções de grandes renunciantes, mas também com grande humildade aceita as instrucções e conselhos até mesmo de uma prostituta, quando estão relacionados com a Consciência de Krsna.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Casamento Gandharva

De acordo com os Dharma Sastras, existem oito tipos de casamentos (resumo):

Casamentos de acordo com o Dharma

Ritual de Brahma - onde o pai de um Brahmacari erudito nos Vedas e com boa conduta, aproxima-se dos pais da noiva e arranja o casamento. Na cerimônia a noiva deve estar bem ornamentada.

Ritual de Daiva - onde a filha com muito esmero é ornamentada e dada a um sacerdote que oficia sacrifícios e rituais.

Ritual de Arsha - quando o pai dá a sua filha em casamento após receber uma vaca e um boi do noivo.

Ritual de Prajapatya - onde o pai dá a sua filha em casamento após abençoá-los com o texto "Possam ambos executar seus deveres juntos"

Casamentos contrários ao Dharma

Ritual de Asuras - Como um negócio, o noivo dá o maximo de riqueza para poder casar ainda que ambos não sejam compatíveis

Ritual de Gandharva - a união voluntária de uma mulher e seu amante, que nasce do desejo e intercurso sexual para este propósito.

Ritual de Rakshasa - Quando o noivo luta com a família da noiva, derrotá-os e leva a noiva a força forçando-a a casar-se com ele

Ritual de Pisaka - quando um homem força uma mulher a casar intoxicado-a ou pressionando-a mentalmente. É o inferior de todos.

Fim da citação.

Srila Prabhupada, 17 de Novembro de 1971 em Nova Delhi

"No que diz respeito a nossa sociedade, não permitimos que ninguém permaneça na nossa sociedade como namorado ou namorada. Não. Eles devem ser casados"

Enviado por Karuna Prabhu:

“Ele era um brahmana experiente, mas certo dia enquanto retornava para casa com os produtos para adorar a deidade ele viu um sudra abraçando (creio que aqui Prabhupada fala no sentido de abraço sensual) uma sudrani, abraçando-se, se beijando porque eles não tinham pudor. Nenhum brahmana, ksatriya, vaisya fará isto. Não é ético. Mas devido a que sudra, agora está em toda parte podemos ver, abraçar-se, beijar-se, publicamente para todos. Então o jovem vendo isto, como el epode restringir-se, transcender seus desejos ? Não é possivel. Kali-yuga é tão caida. Se um jovem ve um outro jovem e ele esta desfrutando com uma jovem então naturalmente seus desejos luxuriosos aumentam. Portanto estas coisas são proibidas. Ainda hoje em alguns lugares é proibido … Na India isto é estritamente proibido. Não há tal coisa na rua publica que um jovem pode abraçar ou beijar. Não. Isto não é possivel. Será um ato criminoso. Nem sequer um jovem pode ousar falar com uma jovem na rua (creio que aqui Prabhupada se refere a famosa ‘cantada’). Até isto será criminoso. Ela irá imediatamente protestar que isto é incivilizado.Portanto toda a civilização no momento está restrita por este desejo sexual. Devido a que… Porque restrita? Porque o desejo sexual, a vida sexual, irá mante-lo neste mundo material em diferentes corpos, seja como ser humano ou como animal ou pássaro ou inseto — enquanto perdurar este desejo sexual. Se tornar livre, se tronar liberado significa tornar-se liberado do desejo sexual. Isto é tudo. Este é o principío básico. Não esta tantra-yoga, de como aumentar os desejos sexuais. Isto não é civilização.” (Palestra Śrīmad-Bhāgavatam 6.1.26 — Honolulu, May 26, 1976)

“Maya é tão forte que a não ser que a pessoa esteja determinada a não ser vitimada, mesmo a Suprema Personalidade de Deus não pode dar proteção” (CC Madhya. 17.14).

Fim da citação.

SS Hrdayananda Dasa Goswami

"...A ISKCON deve equilibrar justiça e misericórdia, o ideal e o real. A ISKCON deve defender a importância dos actos morais,mas a ISKCON deve também fazer aquilo que produzirá conseqüências benéficas...."

Fim da citação.

Exatamente como Srila Prabhupada fazia.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

Perdão ou o uso da Força ?

Assim como Anuttama Prabhu (ACBSP) é o Ministro das Comunicações, Sesa Prabhu (ACBSP) é o Ministro para o Desenvolvimento Educacional para os membros da ISKCON.

Sesa Prabhu costuma facilitar seminários em Radhadesh acerca da Introdução à Ética.

Ele cita o Mahabharata:

"Perdão ou o uso da força ?"

Mahabharata, Vana Parva p. 13.

Prahlada Maharaja explica acerca do perdão.

Um certo dia Bali aproximou-se de Prahlada e perguntou, "O que é mais meritório, o perdão ou o uso da força?

Prahlada: Nem o perdão, nem o uso da força são meritórios em todas as situações. Se alguém sempre perdoar, então seus servos, dependentes, inimigos, e mesmo estranhos irão desrespeitá-lo. Quando alguém sempre perdoa, então seus servos com a mente decidida irão gradualmente tirar toda sua riqueza e não mais obedecerão suas ordens.

Por outro lado, alguém que simplesmente pune e nunca perdoa, rapidamente ver-se-á sem amigos. Na verdade, todos irão detestar esta pessoa que nunca perdoa, e quando houver uma pequena oportunidade farão tudo para feri-lo. Portanto, a conclusão é que o uso da força e o perdão devem ser exibidos nos momentos correctos.

Meu querido Bali, as seguintes pessoas devem ser perdoadas: aquele que fez um excelente serviço no passado, mesmo que seja culpado de uma grande falta, aquele que ofende simplesmente por ignorância ou tolice, aquele que é ofensor pela primeira vez, alguém que cometeu um acto errado contra a sua vontade; e adicionando, outros ofensores podem ser as vezes perdoados simplesmente para criar-se uma boa imagem pública.

As seguintes pessoas não devem ser perdoadas: aquele que claramente ofendeu mas reivindica inocência, mesmo que sua ofensa seja pequena; e, um ofensor reincidente, não interessando quão pequeno seja seu crime."

Fim da citação.

Carta de Srila Prabhupada para Dhananjaya (31/12/72)

"Certamente nós trabalhamos muito, muito duro simplesmente para que alguém chegue a plataforma de um devoto de Krsna, e portanto não devemos nos precipitar em mandar alguém embora. Portanto, nós devemos perdoar uma, duas, mas mais do que isto devemos tomar outras medidas."

Guia de Normas da ISKCON - 210

"...a ISKCON é uma organização que visa incluir todos mas ao mesmo tempo é selectiva... "


A seguir alguns questionamentos de alguém com completo "comprometimento com as práticas e métodos do grupo".

O seguinte é levantado por Sriman Krsna Dharma Prabhu que é membro do Conselho Nacional Administrativo da ISKCON UK e Presidente do Centro da ISKCON em Manchester, Inglaterra. Ele entrou para a ISKCON em 1979 e serviu como líder de Sankirtana até 1986 quando abriu o Centro de Manchester. Krsna Dharma Prabhu iniciou lá o programa "Hare Krsna Food for Life" em 1989, o qual tornou-se o maior programa de distribuição de alimentos na cidade.Ele é autor do Ramayana em forma de novelas e planeja o mesmo para o Mahabharata. Ele é casado com Cintamani Devi Dasi e tem dois filhos, Madhava e Radhika.

http://krishnadharma.com/blog/

Este artigo foi publicado no ISKCON Communications Journal.

Aqui temos somente alguns trechos.

O texto completo em:

http://www.iskcon.com/icj/5_2/5_2response.html

Uma resposta ao artigo "A Escola de Caitanya: o Papel da Ética."

"...Obviamente, é de se esperar que um Vaisnava demonstre a mais alta conduta moral...

...No entanto, pela nossa experiência na ISKCON, nós vemos que esta moralidade é as vezes comprometida pelos nossos membros. Mesmo sabendo que somos uma sociedade dedicada ao serviço de Deus, temos que lidar, de tempos em tempos, com casos de degradação moral. Pela minha própria experiência como líder de Templo e Secretário Nacional da ISKCON - UK, eu vi muitos e muitos casos, disputas sobre propriedades, transgressões sexuais, acusações de fraudes enganosas, e muitas outras coisas. Quando estas coisas acontecem temos que actuar arbitrariamente...

...Ou em outras palavras, não temos como referência nenhum código sistemático de comportamento. Claro, sempre e quando existe uma declaração obvia e directa feita nas escrituras então isto é seguido, mas na maiorias das vezes estas declarações escriturais são poucas, e mais frequentemente um grupo de devotos ou talvez somente o presidente do Templo tenha que arbitrar...

...Todas as sociedades tem seus códigos e leis de Ética, mas na ISKCON nós não temos, apesar de sermos uma Sociedade que rege-se pelas Escrituras. E nos dias de hoje, como é óbvio,a moralidade tornou-se algo mais dependente das circunstâncias e da "vox populi" do que qualquer outra coisa, o chamado "relativismo moral"....

...Então desta forma, eu tenho esperança que nós possamos oferecer um exemplo melhor do que o relativismo moral, ou uma estrutura de Ética e Moralidade baseada nos ensinamentos dos Vedas..."

Todas as glórias ao vosso serviço devocional
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sons Silenciosos

Em:

www.bhaktirasayana.blogspot.com

Vosso servo
Prahladesh Dasa

"Kit" para a Mídia (Brasil) - Media (Portugal)

O Ministério de Comunicação da ISKCON oferece um "Kit" do que deve ser apresentado aos meios de comunicação.

O "Media Kit" em:
http://www.iskcon.com/media/index.html

A ISKCON possui um Guia de Normas. Os guias números 530 à 539 explicam alguma coisa das diretrizes de comunicação com a Mídia.

Por exemplo:

537. O Presidente do Templo deve indicar e dar facilidades a um director de comunicação para o Templo. Este director deve ser um membro da equipe de administração do Templo, e deve trabalhar em conjunto com os líderes locais e com o departamento de comunicação nacional para garantir uma pregação efectiva e coordenar uma estratégia de pregação nacional.

http://www.guiadenormas.blogspot.com/

Também a Constituição de Leis da ISKCON define o papel dos diferentes Ministérios dentro da Instituição.

http://www.iskconlawbook.blogspot.com/

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Posição Oficial

Parece que o primeiro passo seria definir a posição Oficial da Instituição ISKCON em relação a diferentes questões.

E então uma assessoria de Imprensa, quando solicitado, apresentaria para a Mídia esta mesma posição Oficial.

Por exemplo, qual a posição oficial da ISKCON sobre a clonagem terapêutica (células tronco)?
Qual a posição oficial da ISKCON sobre o uso de anticoncepcionais e preservativos?
Qual a posição oficial da ISKCON sobre o casamento Gay?
Qual a posição oficial da ISKCON sobre a Eutanásia? etc, etc...

Ainda que esta posição oficial não fosse consensual seria importante defini-la, pois é assim que funcionam estes sectores de comunicação.

Exemplificando, ainda que não haja consenso, existe uma posição oficial do GBC sobre as devotas serem Diksha Gurus.

Resolução do GBC 425 - 2005

425. Diksa Guru Feminino

[Declaração]

"O GBC aceita a conclusão filosofica básica apresentada no artigo do SAC (Sastric Advisory Council - Conselho Consultivo Sastrico) sobre Diksa Guru feminino, ou seja, que uma devota qualificada e experiente possa aceitar a posição de mestre espiritual iniciador. A implementação disto dependerá de uma consideração posterior do GBC."

O Gaudiya Vaisnavismo possui o padrão moral e ético mais elevado que possa existir.
Além disto, como é anseio de muitos devotos, deseja-se constituir um código de ética baseado nos ensinamentos dos Vedas.
Mas isto é simplesmente como uma ferramenta de consulta.
Não é isto que fará com que tenhamos um melhor comportamento ético, mas sim a prática do processo da Consciência de Krsna com ênfase no cantar do Maha Mantra Hare Krsna.
Isto é um ponto pacífico.

Ainda assim, seria muito importante definir questões éticas e morais da actualidade do ponto de vista Vaisnava.
É uma tarefa dificil e delicada?
Sim, mas não podemos fugir disto.

Definir todas estas questões éticas e morais faria parte do "absolutismo moral", porém depois deveria haver um equilibrio entre justiça e misericórdia que faria parte do "relativismo moral".
Mas estas questões devem ser bem definidas.

Por exemplo, entre tantas outras questões de ordem ética e moral, um casal de devoto(a)s homosexuais que são casados por lei há muitos anos e seguem todos os princípios, e desejam viver numa comunidade Hare Krsna.
Qual a nossa posição?
Nós consideramos o homosexualismo uma aberração e uma doença que pode ser tratada ou uma condição inata do indivíduo?




Na introdução do livro "As 26 Qualidades do Devoto", SS Satsvarupa Das Goswami diz:

"...Simplesmente através da execução do serviço devocional puro o devoto desenvolve todas as boas qualidades...

...Então qual é o motivo do Senhor Caitanya descrever as vinte e seis qualidades do devoto?...

...mostrar a riqueza do caráter Vaisnava. É uma glorificação ao Vaisnava...

...é que podemos ver se estamos ou não desenvolvendo estas qualidades...

..."No Gita, Srila Prabhupada escreve:"No que diz respeito ao avanço da ciência espiritual, a pessoa deve testar-se para ver o quanto está progredindo. Ela pode julgar através deste ítens"

Fim da citação.

Podemos ver que Dharma e Bhakti são interdependentes. SS Bhakti Vikas Swami explica que, notadamente, Acaryas como Srila Gaura Kisora Das Babaji Maharaja, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakur e Srila Prabhupada deram muita ênfase ao Dharma ou ao aspecto das regras e regulações, caso contrário e segundo eles as pessoas não despertariam para a realidade espiritual.

O cantar do Maha Mantra Hare Krsna (Bhakti) deve ser acompanhado da observãncia dos princípios e de se evitar as ofensas (Dharma).Caso contrário porque o Namacarya Thakura Haridas teria explicado detalhadamente sobre as ofensas ao cantar?

Em relação a Poliandria, Srila Prabhupada explica no SB 4.30.16 (por favor, consultar o significado), que tal prática não é possível nos dias actuais, e também em relação a Poligamia o mesmo. No entanto, em muitas passagens dos seus livros Srila Prabhupada elogia a Poligamia como sendo favorável ao padrão Védico pois sempre existem mais mulheres do que homens.Ou seja, no futuro quando a cultura Védica for novamente reestabelecida, estes sistemas poderão ser novamente reintroduzidos.

No presente momento, a Constituição de Leis da ISKCON 9.3.2 diz:"Nenhum tipo de Poligamia é permitida na ISKCON."

Então tais sistemas não são amorais, mas simplesmente não aplicam-se presentemente.

Em relação ao homosexualismo.

Srila Prabhupada aconselhava seus discípulos (devotos) Gays a casarem-se com devotas.
E discípulas (devotas) Gays a casarem-se com devotos.

Aqui o homosexualismo seria encarado como uma opção pessoal que poderia ser alterada.

No entanto, Srila Prabhupada também autorizou que um discípulo transexual mudasse de sexo. Srila Prabhupada escreveu uma carta à Bhaktin Jennifer Woodward (anteriormente Bhakta Wayne), pedindo permissão para dar o passo final da mudança de sexo através de uma operação e Srila Prabhupada não pareceu se importar muito desde que ela se mantivesse fixa neste gênero. Depois de um ano foi iniciada como Gopinatha Dasi.

Honolulu10 Junho, 197575-06-10Jennifer Wayne Woodward3081 16th St. #201San Francisco, CA. 94103

Minha querida Jennifer,

Por favor aceite meus respeitos. Recebi sua carta datada de 6 de Junho de 1975 e analisei seu conteúdo. Primairamente, decida se você é um homem ou mulher, então seja um ou o outro. Então você poderá entrar no templo quamdo você quiser. mas as vezes mulher e as vezes homem, isto não é apropriado. Irá perturbar os outros. De qualquer das formas, continue a cantar Hare Krsna o máximo que puder.

Espero que esta o encontre em boa saúde

Seu eterno bem querente

A. C. Bhaktivedanta Swami

Srila Prabhupada Ki Jaya !!!

Haverá alguém mais estrito e ao mesmo tempo mais misericordioso e com sensibilidade do que A.C.Bhaktivedanta Swami Prabhupada?

Aqui o homosexualismo seria encarado como uma condição inata do individuo.

Se não existir a sensibilidade de diferenciar uma situação da outra de acordo com Guna e Karma, muitos danos podem acontecer na vida de alguém.

E na verdade, os próprios casais de devoto(a)s Gays não pedem para casar-se com cerimonia de fogo ou morarem no Templo ou alterar o mais alto padrão de moralidade, mas somente compreensão e auxilio no avanço da Consciência de Krsna.

Em relação a ter "um instrumento maior para filtrar e validar soluções", que serviria como um "código universal" para todas as Assessorias de Imprensa, concordo plenamente.

Todos os códigos de ética e moralidade são constantemente adaptados e revistos de acordo com tempo, lugar e circunstância.

Isto não quer dizer que estes instrumentos não sejam importantes e necessários.

Como bem disse Gopala Prabhu, estes documentos "não podem trazer respostas operacionais prontas", mas "podem apenas trazer diretrizes para facilitar e embasar a tomada de decisão".

Sriman Krsna Dharma Prabhu acrescenta:

"...um dos mais famosos e compreensivos textos de moralidade é o Manu Samhita. Frequentemente ouço os devotos citarem-no, e de facto no Bhagavad Gita, Srila Prabhupada diz que os líderes executivos da sociedade devem ser familiarizados com este livro. Mas como aplicá-lo hoje em dia? Muito deste texto parece ter aplicação somente numa época passada e numa cultura completamente diferente da actual. Partes dele delineiam punições que simplesmente não seriam aceitáveis hoje em dia...."


"...Claramente não há uma solução fácil e rápida para o problema de encontrar um código de ética baseado nos Vedas, o qual possa ser usado.
Talvez, assim como Srila Prabhupada adaptou mesmo as práticas Vaisnavas para seus seguidores na sociedade actual, alguém ou algum grupo de pessoas deverá adaptar o sistema de moralidade Védica de livros como o Manu Samhita (Varnasrama) e outros textos padrão..."

"...Podemos começar por procurar no "Canon" da ISKCON e ver o que o fundador Srila Prabhupada diz a respeito. pela minha própria pesquisa vejo que frequentemente cita a aplicação do Varnashrama Dharma. Também, como a citação dada acima do Bhagavad Gita, ele espera que haja um guia moral dado aos líderes da sociedade, baseado nos textos Védicos. E pela nossa própria experiência, vemos que esta necessidade já existe. Uma necessidade, ao meu ver, que será sentida mais e mais a medida que a ISKCON cresce..."

Fim da citação.

Se é nosso anseio estabelecer o A Daiva Varnashrama Dharma na sociedade como desejado por Srila Prabhupada, então tal codificação será indispensável.

Do Livro se SS Satsvarupa Das Goswami, "ISKCON in the 70s
"Se nós ganharmos poder político, deveremos seguir o Manu Samhita?
"Prabhupada disse: "Primeiro ganhe o poder, depois, sim, Manu Samhita."

"Na verdade os Brahmanas qualificados destinam-se a dar orientações aos reis para administrarem apropriadamente em termos das escrituras como o Manu Samhita e Dharma Sastras de Parasara." SB 1.9.27

Manu Samhita em:

http://shyamasundaradasa.com/jyotish/resources/downloads.html

Porque coloquei o Manu Samhita como exemplo?

Porque o Manu Samhita e todos os Dharma Sastras não oferecem quase nada de noções conceituais ou motivacionais, mas antes , são detalhadamente operacionais.

Desculpem estar em inglês, mas se puderem consultá-lo e tenho certeza que já o fizeram, podemos constatar este facto.

Detalhes do que comer, onde viver, o que vestir, etc, etc.......

Obviamente que adaptados àquela época.

O mesmo deveria ser feito actualmente de acordo com Desa, Kala, Patra.
Já que o estabelecimento do A Daiva Varnashrama é nossa meta !!!


Uma determinada posição oficial de uma Instituição não impede que um determinado indivíduo da mesma defina para si próprio o que fazer ou não fazer.

Sempre teremos liberdade para concordar e seguir tal posição ou não.

Por exemplo, a posição oficial da ISKCON pode ser que as devotas devam ficar ao lado dos devotos durante o Kirtana.Mas num determinado Templo elas poderão ser remetidas para o fundo da sala !?!?

Também, uma determinada posição oficial de uma Instituição, especificamente sobre questões morais, não tem que ser necessariamente contra ou a favor, mas sim, esclarecer todas as possibilidades possíveis.
E este esclarecimento é importante.

Vrsabha Prabhu (heterosexual) fez um estudo sociológico sério sobre a Homosexualidade na ISKCON.Seu estudo concluiu que devoto(a)s homosexuais não sâo bem vindos em muitos centros da ISKCON. "O facto de que 29% dos entrevistados tenha considerado e tentado cometer suicídio (por ser um devoto homosexual na ISKCON) é um indicador alarmante que algo está seriamente errado com a vida social em alguns ramos da ISKCON......posso dizer que se a liderança da ISKCON não fizer um esforço prático para remover o preconceito que envolve a homosexualidade, então isto continuará a ser parte da nossa sociedade..."

Fim da citação.

O estudo conclui que o casamento Gay esta fora de questão, mas que deve-se reconhecer a monogamia, e que deve haver uma posição muito clara e definida sobre esta questão.

Um exemplo de posição oficial e clara não seria muito difícil.

Então vejamos: "O texto que segue é uma sugestão de propostas que seria uma solução satisfatória para todos os devotos:

1 - O casamento homosexual na ISKCON definitivamente não é uma solução aceitável. Ainda assim, os devotos heterosexuais deveriam respeitar as necessidades emocionais dos devotos homosexuais e reconhecer seus casamentos se isto fosse possível pela lei secular do país que vivessem.

2 - Se isto não fosse possível, então pelo menos um tipo de reconhecimento formal deveria ser atribuido (sem precisar envolver uma cerimônia religiosa). Neste caso, os casais deveriam viver nas suas próprias casas. Poderiam regularmente visitar o Templo e executar serviço devocional e ter a oportunidade de fazer avanço espiritual por associar-se com os devotos de Krsna.

3 - Desta forma, os casais homosexuais teriam seus desejos satisfeitos e ao mesmo tempo a ISKCON não teria que incorporar algumas idéias na sua cultura e filosofia tradicional Vaisnava. Também, aqueles devotos homosexuais que preferissem manter-se solteiros, deveriam receber todo o apoio para viver no Ashrama , se pudessem manter suas emoções sob controle, e apropriadamente seguir a vida de celibato.

4 - No entanto, para praticamente aplicar estas soluções viáveis, os devotos heterosexuais deveriam ter um entendimento adequado da homosexualidade e não viver com preconceitos baseados na ignorância (de que todas as formas de homosexualidade são por opção e a única solução é o casamento com o sexo oposto. Em alguns casos esta até poderá ser a opção.).Sua aceitação dos devotos homosexuais deveria estar baseado na filosofia Vaisnava , que diz que o amor à Deus e o serviço devocional não estão limitados ou dependem da orientação sexual de alguém, mas antes da sinceridade e desejo de transcender os desejos materiais, incluindo todas as designações corpóreas.

5 - É fortemente recomendado que as autoridades dos Templos organizem conselhos de devotos homosexuais (se houverem na sua comunidade). Este conselho seria dirigido por um devoto(a) homosexual mais velho e com bom padrão espiritual provado ao longo dos anos. Os aconselhamentos (mentor espiritual) poderiam ser feitos pessoalmente ou por e-mail. Este esforço poderia salvar muitos devotos homosexuais da alienação, deixar o movimento ou mesmo cometer suicidio.

6 - A ISKCON como Instituição espiritual preserva a autenticidade da cultura e filosofia tradicional Vaisnava e ao mesmo tempo aplica sua doutrina de forma muito prática como foi visionado por Sua Divina Graça A.C.Bhaktivedanta Swami Prabhupada."

Vrsabha Prabhu é discípulo de SS Smita Krsna Swami.

Parece-me que o debate acerca do "Teologia Moral Vaisnava e Homosexualismo" é somente sobre o tema no seio da ISKCON e não sobre a vida íntima dos demais !!!

As escrituras védicas debatem sobre conceitos.
Debatem sobre factos.
Debatem sobre pessoas a nível operacional.

Um exemplo deste último:
"Um homem duas vezes nascido que ocupa-se em sexo com outro homem, ou com uma mulher num carro de bois, ou dentro da água, ou durante o dia, deve banhar-se vestido com suas roupas."
(Manusmriti 11.175)

No entanto, o Vaisnava Dharma é muito liberal, apesar de incentivar o Naimittika Dharma ou conduta correcta tem um lado muito compassivo de incluir todas as entidades vivas como servas de Krsna, apesar de qual seja a sua situação externa.

No Jaiva Dharma, p. 54, Srila Bhaktivinoda Thakura diz:
"Um Vaisnava nunca adere cegamente as regras e proibições dos Sastras (escrituras) . Ele aceita as instrucções dos Sastras graciosamente, somente quando são favoráveis a sua prática de Hari Bhajana. Quando são desfavoráveis imediatamente rejeita-as."

Através do desfrute sexual irrestrito não é possível reviver a nossa relação original com Krsna (Adi Rasa), desde que o sexo material é a actividade pervertida desta relação pura original.

Portanto, e em Consciência de Krsna, os casais heterosexuais tem como meta, simplesmente praticarem sexo para procriar e mais nada, e os casais homosexuais tem como meta não ter sexo nenhum.

Anteriormente religiosos afirmavam que não só as mulheres não tinham alma como também os negros.

Ou seja, o que diz o Sastra e o Guru é a Verdade Absoluta, mas eles podem ser citados de uma forma completamente inadequada e incompleta.

E este é um exemplo bem marcante a este respeito.

O histórico de misoginia é bem conhecido.

Ou seja, o uso dos Sastras para explorar, bater e diminuir as Vaisnavis, quando de acordo com Guru e Sastra elas devam em todas as etapas da vida serem protegidas como crianças.

Hare Krsna !!!

A Homosexualidade como um sintoma de Kali Yuga é um mito.
Os textos Védicos não mencionam a Homosexualidade como um sintoma de Kali Yuga.
O Rg Veda, Manu Samhita, Caraka Samhita, Sushruta Samhita, etc já mencionavam sobre isto.
Kliba, Shandha, Napumsa são termos encontrados no Srimad Bhagavatam.

"Um menino é produzido por uma grande quantidade de sêmen masculino, uma menina pela prevalência feminina; se os dois são iguais, um Shandha (neutro) ou um menino e menina gêmeos são produzidos; se ambos são fracos e insuficientes em quantidade, não ocorre a concepção." (Manu Smrti 3.49)

De facto, aproximadamente 10% de qualquer população humana será homosexual.

Vosso servo
Prahladesh Dasa