domingo, 28 de setembro de 2008

Rasaraja Mahabhava Sri Krsna Caitanya


As Marcas auspiciosas nos Pés de Lótus de Radha Krsna e Caitanya

A seguinte descrição é tirada do Skanda Purana, Matsya Purana, Garga Samhita, Sarartha Darsini (Tika de Srila Visvanatha Cakravarti Thakura do Srimad Bhagavatam), Ananda Candrika (Tika de Srila Visvanatha Cakravarti Thakura do Govinda Lilamrta), Rupa Cintamani de Srila Visvantha Cakravarti Thakura e do Sri Kara Pada Yugala Samahrti de Srila Jiva Goswami.

Radha Krsna (RK)
Radha (R)
Krsna(K)

1 - Altar (Vedi) (R)- Aqueles que meditam nos pés de Radha queimam seus pecados no altar de sacrifìcio.
2 - Montanha (Parvata) (R)- Mesmo Govardhana serve os pés de lótus do divino casal.
3 - Buzio (Shankha) (RK)- Aqueles que refugiam-se a Seus pés de lótus tornam-se destemidos.
4 - Brinco (Kundala) (R) - Krsna sempre ouve o ruído das tornozeleiras de Sri Radha.
5 - Maça (Gada) (R)- Seus pés podem castigar o elefante louco da luxúria.
6 - Carruagem (Ratha) (R)- os Seus pés mostram-nos o caminho a seguir.
7 - Lança (Shakti) (R)- Assegura que as amarras das esferas mundanas são cortadas.
8 - Peixe (Matsya) (RK)- os Seus pés viverão no coração liquefeito por emoções amorosas suaves.
9 - Semente de Barley (Java) (R)- assim como uma pequena semente de cevada, a passagem por este mundo material é muito curta para aqueles que se refugiam a Seus pés.
10 - Disco (Chakra) (R)- corta os seis inimigos dos devotos - luxúria, ira, cobiça, ilusão, inveja e confusão.
11 - Linha Superior (Urdhva Rekha) (R)- os Seus devotos alcançam o mundo espiritual.
12 - Lótus (Kamala) (RK) - aumenta o anseio pelo néctar espiritual.

13 - Guarda Chuva (Chatra) (R)- os Seus devotos ficam protegidos da chuva dos desejos materiais.
14 - Aguilhão de Elefante (Ankusha) (R)- mantém a mente dos devotos controlada.
15 - Bandeira (Dhvaja) (RK) - suprema vitória.
16 - Bracelete (Valaya) (R)- os pés de Radha estão sempre nas mãos de Krsna.
17 - Flor (Pushpa) (R)- a fama dos Seus pés espalha-se como a fragrância das flores.
18 - Arbusto (Valli) (R)- o desejo espiritual dos Seus devotos cresce até alcançar Seus pés.
19 - Meia Lua (Ardha Chandra) (R)- a Lua ajuda a apaziguar a mente, com seus raios refrescantes que mostram o néctar.

20 - Arco (Dhanu)(K) -Aqueles que refugiam-se em Syama livram-se de todas as dificuldades.
21 -Triângulo (Tri Kona Dhanushi) (K)- Os devotos livram-se dos três modos da natureza material.
22 - Círculos Concêntricos (Kham) (K)- Na dança da Rasa, Krsna está no centro das Gopis.
23 - Pegada de um Bezerro (Goshpadam) (K)- As almas rendidas à Krsna ultrapassam o vasto oceano da existência material.
24 - Raio (Pavi)(K)- Meditar nos pés de Krsna transforma em pedaços as reacções Karmicas dos devotos.
25 - Swastika (K)- Nada inauspicioso afeta aqueles que tem os pés de lótus no seus corações.
26 - Octagono (Konashtakam)(K)- Protecção em todas as direcções.
27 - Fruta de Jambu (K)- De acordo com a Cosmografia Védica os residentes de Jambudvipa somente conhecem os pés de lótus do Senhor.
28 - Potes de Água (Kalasam)(K)- Os pés de lótus de Krsna possuem um néctar que é consumido livremente pelos Seus devotos.

http://www.harekrsna.de/Rupa-cintamani_jewel_of_beauty.htm

O Senhor Caitanya possui estas marcas combinadas nos Seus pés de Lótus.

RASARAJA MAHABHAVA SRI KRSNA CAITANYA MAHAPRABHU KI JAYA !!!

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Alho e Cebola

Em relação ao alho e a cebola, os Vedas explicam que originam-se tanto dos ossos de uma animal como do sangue de um demônio chamado Saimhikeya.São alimentos no modo da ignorância.
As vezes são usados para fins medicinais.Mas podemos substituí-los por Gengibre como antisséptico.E na alimentação por Assafétida.

http://nitaai.net/forums/frame.html?http://nitaai.net/forums/viewtopic.php?id=2631

Vosso servo
Prahladesh Dasa


Paramahamsa Prabhu escreveu:

No Bhagavad Gita O Próprio Krishna (Deus mesmo) descreve alimentos no modo da bondade, paixão e ignorância. B.Gita cap.17 textos 8 a 10.
Com relação ao alho e cebola, assim como no mar e no ar existem os seres carniceiros
que limpam o meio ambiente consumindo restos e carcaças, entre os vegetais também
encontramos plantas que consomem e limpam a terra de substâncias putrefatas.
Há pouco tempo atrás, um filme italiano retratava como as pessoas de um certo povoado
da bela Itália, ajudavam a agricultura local com seus dejetos, usados como adubo na plantação de alho e cebola.

Paramahamsa Dasa.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Importante é o Amor !

Um Vaisnava ama todas as entidades vivas indiscriminadamente; discriminando.

O verso cinco do "O Néctar da Instrucção" e o significado de Srila Prabhupada são muito interessantes.

Srila Prabhupada fala sobre uma "...cuidadosa discriminação...".

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Divórcio

http://www.cili.in/article/viewFile/1831/1374

http://re-xs.ucsm.ac.uk/gcsere/coursework/gobbets/gobbet31.html

http://www.hinduwebsite.com/hinduism/h_divorce.asp

http://namahatta.org/en/node/8491

http://www.16108.com/dharma/training/divorce.htm

http://www.iskconpanama.com/
09/09/2008

http://groups.google.co.in/group/ISKCON-Delhi/browse_thread/thread/392f23899c396b9b

Posição da Igreja Católica:

http://www.doutrinacatolica.com/modules/news/article.php?storyid=2793

http://www.mgr.org/matrimonyPort.html

Vosso servo
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sat Cit Ananda

Na plataforma absoluta os três aspectos estão em completa harmonia.
Ananda está repleta de Sat e Cit.
Cit está repleta de Ananda e Sat.
Sat está repleta de Cit e Ananda.

Exemplo:
Quando Srila Raghunatha Battha Goswami recitava o Srimad Bhagavatam lágrimas de amor fluiam incessantemente de seus olhos, seu corpo tremia e ele perdia a sua voz imerso em amor extático por Krsna.

Não é possível conhecer Krsna, porque Ele é inescrutável, mas com muito amor o devoto quer recitar a filosofia do Senhor e Seus passatempos transcedentais relatados no Srimad Bhagavatam.

"Simplesmente tenta aprender a Verdade aproximando-te de um Mestre Espiritual. Indaga dele submissamente e rende serviço a ele. As almas auto realizadas podem dar conhecimento porque viram a Verdade." BG 4.34

O significado de Srila Prabhupada é muito interessante.

Os devotos puros repletos de amor dão o conhecimento transcental repleto de amor.

Vosso servo
Prahladesh Dasa



Amar a Krsna é mais importante do que conhecer a Krsna. Ou seja, entrar em nosso aspecto de ananda (bem aventurança espiritual) é mais do que se estabelecer em nosso aspecto cit (conhecimento espiritual). Na verdade nós só podemos conhecer Krsna realmente, como Ele É, por meio do amor. Só quando nosso coração desperta a sensibilidade divina é possível interagir e saber sobre Deus. Nunca poderemos conhecer Krsna porque Ele é infinito e absoluto, mas através do amor podemos ser felizes na presença de Krsna. E é esta felicidade que a alma busca em sua condição eterna de existência e consciência. Então não se preocupe muito em saber sobre Krsna, apenas o essencial, porém a partir disso, converta a sua vida, o seu coração, o seu amor para Krsna através do serviço devocional que começa com o cantar do Nome de Krsna. Quando cantamos, ouvimos, e lembramos de Krsna, numa aproximação sincera, então o amor por Deus em nosso coração desperta. Heis o segredo de nossa busca espiritual: Amar a Krsna com toda devoção.

Alemão

Dedução e Indução

Ao Senhor Padampat SinghaniaKamla TowerKanpur

Caro Shri Padampat Ji,

Em continuação à minha carta passada, que eu espero você tenha recebido no devido tempo, e em referência a seu pedido de submeter-se ao método do poderoso Mantra, para propagá-lo pelo mundo inteiro, eu tomo a liberdade de informá-lo que em todo Mantra o prefixo de Namah está geralmente adicionado.Por exemplo, outro dia você disse Namah Sivaya. Agora este Mantra está praticamente indicando os santos nomes do Senhor Shiva. O Na significa a negação e o Ma significa o falso ego ou o Ahamkara. Conseqüentemente, Namah significa render-se ao nome Shiva. Ou seja, aceitar a supremacia do Senhor Shiva, através de Namah Shivaya. Portanto, a conclusão é que o nome da deidade está inevitavelmente ligado ao Mantra.

E, no Mantra, o poder espiritual, semelhante ao dos Rishis, Narada, etc., é sobrecarregado, como no cobre eletrificado pela força magnética. Os alfabetos etimológicos são assim como que sobrecarregados com a potência espiritual e todos os Mantras que propagam o transcendental santo nome de Deus devem ser compreendidos dessa forma. Quando cantamos os Mantras como nos foram apresentados pelas autoridades, o processo ajuda na ligação com a Personalidade de Deus, pela propagação de vibrações sonoras, como temos experimentado neste mundo material de ondas de vibrações físicas. Os Mantras poderosos só tem tal potência se forem vibrados da maneira correta. E somente cantando Mantras alguém pode espiritualizar- se completamente nesta existência, assim como o calor pode propagar-se nos objetos esféricos. Mantra Siddhi significa liberação completa. Conseqüentemente, não há nenhuma diferença entre o santo nome e o Mantra. Man significa mente e tra, libertação. Isso que nos liberta da especulação mental é chamado “Mantra”. “Mantra Siddhi” é para transcender os planos mental, grosseiro e sutil.

Nesta era todos os Mantras que podem nos ajudar na perfeição de alcançar o plano do Deus, foram concentrados mais ainda no Harinama. Encontramos no Bhrihannaradiya Puranam (38/126) uma ênfase particular sobre Harinama, que é vibrado da seguinte forma:Harinama Harinama Harinama eva kevalam Kalau nastyeva nastyeva nastyeva gatir anyathaA afirmação acima é muito significativa, da seguinte forma:

Há dois processos diferentes para adquirir o conhecimento. Um é o Processo Dedutivo e o outro é o Processo Indutivo. No Processo Dedutivo nós deduzimos a conclusão da indicação de umas autoridades mais elevadas, visto que pelo Processo Indutivo nós fazemos uma pesquisa da verdade através do nosso próprio conhecimento imperfeito e induzimos uma conclusão.

Digamos, por exemplo, que se nós queremos saber se o homem é mortal então nós temos que fazer uma pesquisa nas estatísticas de ocorrências diárias da morte. Rama morre, Shyama morre, o pai morre, a mãe morre, ele morre, ela morre, etc.Todas estas experiências podem nos ajudar na conclusão de que todo o homem morre e, conseqüentemente, o homem é mortal. Mas a falha deste processo do conhecimento é que pode ser que nós não venhamos a ver uma pessoa que esteja vivendo, ainda mesmo após alguns milhares de anos. Assim que obtermos esta informação que a conclusão final é que um homem é mortal está na mudança, nós temos que dizer que alguns homens são mortais. Desta forma o trabalho de pesquisa do pensamento científico está mudando constantemente, porque o verdadeiro trabalho de pesquisa é feito por uma pessoa que está condicionada pelos quatro princípios, do erro, de iludir-se, de iludir e da imperfeição dos sentidos.

Conseqüentemente, o processo dedutivo é mais eficaz.Que o homem é mortal nós ouvimos das fontes genuinamente autorizadas como os Vedas, e nós o aceitamos. Nos Vedas a palavra fezes é impura, mas as fezes da vaca são puras. Nos Vedas a palavra osso é intocável, mas a concha de um molusco (búzio), que também é um osso, é perfeitamente pura. Para o homem comum as indicações dos Vedas parecem ser contraditórias. Mas, apesar de tal contradição, nós Hindus aceitamos os Vedas, enquanto as nossas autoridades aceitam o esterco de vaca como puro e permite que seja usado mesmo na cozinha.

Assim, também, nós aceitamos a concha de um molusco. Concha de molusco é, no final das contas, um osso de um animal, mas porque é aceito pelo Vedas permite-nos que a concha seja usada no santificado templo das deidades.Se os examinarmos num laboratório físico ou os analisarmos pelo teste químico nós não encontraremos nenhuma diferença entre as fezes de um homem e a de uma vaca ou o osso de um boi e o de uma concha. No entanto os Muçulmanos e Hindus opõem-se totalmente. Todo o esforço de Gandhi e Jinnah e toda a questão do problema de Kasmir na UNSCO levantaram-se somente por causa desta diferença insignificante dos ossos. No templo Hindu, o búzio de osso já estava lá, mas assim que um Mohamudan jogou um pedaço de osso de boi no templo, o problema todo começou, tendo como resultado a divisão da India e do Paquistão.

Assim, um estudante mundano imparcial, que participe do trabalho de pesquisa de tais casos de ossos, nos anais da história indiana, certamente chegará à conclusão de obediência irrestrita às palavras dos Vedas, ou do Al Corão, ou da Bíblia, que conduzem a todas as sortes de Jehad e de guerras religiosas. De fato, as pessoas assim chamadas de inteligentes da era moderna, defenderam-se do secularismo na resistência de feudos religiosos desafortunados do passado. Este é um outro tipo de absurdo. Conseqüentemente, nesta era atual, o respeito para com o Processo Dedutivo vem degradando-se, visto que o respeito para o Processo Indutivo está aumentando, embora saibamos que a pesquisa Indutiva é parte de um processo que não foi bem sucedido.

A conclusão é que nós perdemos nossa fé no conhecimento tradicional Védico, repassado na descendência do Guru ao Chela ou do pai ao filho, embora tal sistema do conhecimento dedutivo autorizado seja a forma mais perfeita de conhecimento. A verdade final está distante, além do alcance de nossos sentidos imperfeitos, a qual pode nunca vir a ser conhecida através de tal trabalho de pesquisa indutiva. Os sentidos imperfeitos não poderiam nem mesmo medir a distância do produto físico “O Sol” ou contar as inumeráveis estrelas diante de nós, e tampouco tais sentidos imperfeitos podem fazer uma pesquisa nos Mantras, que são assuntos puramente espirituais. Nós temos que aceitar o Mantra e sua potência das fontes Védicas, e seguir a prática e os princípios, com intuito de alcançar a realidade da verdade.

O trabalho de pesquisa realizado por sentidos imperfeitos praticamente vai de encontro à verdade estabelecida. Permita-nos, portanto, aceitar a injunção Védica de Brihannaradiya Puranam.Eu já falei sobre este Mantra em minha carta anterior, e imploro para confirmares a propagação do Nome “Krishna”, da mesma forma como se propagam as denominações estrangeiras Deus e Allah. Se todos contemplarem a Suprema Personalidade de Deus - cujo Nome é absolutamente santo e potente, tanto quanto perfeito é o Senhor Supremo – é porque, tanto no Reino Absoluto ou na Natureza Espiritual tudo é idêntico, porque tudo é qualitativamente espiritual e, portanto, puro, eterno, liberado e perfeito.Para todas as finalidades práticas, se propagarmos sistematicamente o cantar dos santos nomes do Senhor, eu penso que ninguém, mesmo o fanático religioso, não fará objeção. Cada ser humano tem uma concepção da verdade suprema.

Essa concepção é apresentada de alguma forma concreta. Se, portanto, o Muçulmano ou o Cristão se negarem a cantar o nome de Rama ou Krishna nós poderemos pedir que cante o nome de Allah ou de Deus, respectivamente, e eu penso, portanto, que não haverá nenhuma objeção, mesmo dos Budistas, se nós pedirmos simplesmente que cantem o nome do Senhor Buddha da forma tradicional.A forma tradicional significa evitar as dez ofensas distintas no processo de cantar, as quais são todas verdades filosóficas.

Se, por tal propagação de cantar os santos nomes de Deus, a atmosfera contaminada de aflição, brigas, egoísmo, falsidade e outros tantos incidentes desta era moderna puderem ser evitados, e se tal processo completo de auto-realizaçã o ao cantar puder ser conseguido, é nosso dever não medir esforços para este trabalho. Nesta era de desentendimentos e desavenças tudo tem que ser feito pelo esforço, para se conseguir sucesso imediato. Como a personalidade mais alta de uma grande indústria, sua boa personalidade sabe melhor do que eu como os esforços e as energias diversas fazem da indústria particular um estabelecimento bem sucedido.Da mesma forma temos que combinar as diversas forças da Sociologia humana, do dinheiro, da inteligência e de fazer do movimento espiritual um grande sucesso. Se não fizermos o que é nosso dever não estaremos servindo ao Todo Completo.

Nenhum serviço parcial ou benefício provisório podem conduzir-nos à perfeição. O mundo é louco mas, depois, tal benefício provisório e o serviço parcial são nosso dever, para mudar completamente este modelo atual para um movimento espiritual autorizado. Outro dia eu estava muito contente de ouvir suas idéias sobre isto e em nossa reunião seguinte eu desejo dizer-lhe alguma coisa sobre como eu a tenho realizado.Esperando que você esteja bem. Com minhas reverências.Atenciosamente,Goswami Abhay Charan BhaktivedantaEditor de “DE VOLTA AO SUPREMO.“Cante os nomes de Rama, de Krishna, de Allah, de Deus ou de Buddha.
Tradução: Pariksit Das

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Neda-Nedi: Vaisnavas Budistas Sincretistas

De entre as muitas Apasampradayas (Linhas desautorizadas), uma é conhecida como os Neda-Nedi: Vaisnavas Budistas Sincretistas.

"A palavra Neda quer dizer um homem com a cabeça rapada.
Nedi quer dizer uma mulher com a cabeça rapada.
O culto dos Neda-Nedi ainda é visível hoje em dia na área de Navadvipa Mayapur, aonde é um pouco difìcil distingui-los dos outros Vaisnavas rapados com Tilaka e roupa branca.
A Apasampradaya Neda-Nedi começou na época de Sri Virabhadra Goswami, o filho poderossísimo do Senhor Nityananda com Jahnava Mata.
É dito que Sri Virabhadra Goswami converteu um milhar de Nedas e um número igual de Nedis do Budismo Tântrico para o Vaisnavismo.
Um total de 2.500 monges e monjas.
Eles tornaram-se uma grande força na expansão do Movimento de Sankirtana em Dakha (Capital do Bangladesh).
Sob a sua direcção, estes Neda-Nedi começaram a cantar o Maha Mantra Hare Krsna.
A maior parte deles aceitou o matrimônio abandonando suas relações ilícitas que tinham em nome da meditação Tântrica.
Mas após algum tempo, a maioria deles novamente reviveu suas antigas práticas enquanto passavam-se por Vaisnavas.

Durante o tempo em que Srila Sanatana Goswami viveu em Puri um monge Budista tornou-se Vaisnava e foi iniciado com o nome de Acyutananda Dasa.
Mas depois de estar algum tempo com os devotos, ficou insatisfeito em relação ao Varnasrama.
Os Budistas são naturalmente antagônicos em relação ao Varnsrama Dharma.
Acyutananda consultou um Guru Budista chamada Mahananda, que aconselhou-o a deixar a companhia dos devotos.
Acyutananda estabeleceu seu próprio grupo, ao pregar:

Bolanti Prabhu Bhagavan Buddharupa Mo
Sri Caitanya Tanka Carana Seva Kara
"Eu sirvo os pés de lótus do Senhor Buddha na forma de Sri Caitanya."


O culto de Acyutananda praticamente caiu em esquecimento, mas mostra o tipo de sincretismo que, em nome do Movimento de Sankirtana do Senhor Caitanya pode produzir movimentos desautorizados como os Neda-Nedi.

Sobre o Sincretismo como uma tática de pregação para diferentes comunidades religiosas, Srila Prabhuda escreveu em 1969:

"Na verdade não precisamos nos comprometer com...
...os Budistas.Nossos princípos devem ser pregar a Consciência de Krsna como falada no Bhagavad Gita e Srimad Bhagavatam...
...Se direcionamos nossa atenção para encaixarmo-nos com outras linhas religiosas, penso que não será muito proveitoso porque ninguém irá mudar sua fé mesmo que sejam apresentadas muitas evidências científicas e arqueológicas. E isto não ajudará ninguém..."

Fim da citação.

Portanto, todos os caminhos tem a sua importância.
Talvez alguns tenham mesmo que adoptar o procedimento Budista de meditar no Vazio, tenham mesmo que passar por esta experiência, para depois frustrarem-se com este processo e adoptarem finalmente e exclusivamente o cantar do Maha Mantra Hare Krsna e a glorificação dos passatempos de Krsna como descritos no Srimad Bhagavatam.

Temos que ter bem claro que por adoptarmos a prática meditativa Budista no vazio não poderemos estabelecer um contacto devocional amoroso com Krsna.
Esta é a conclusão dos próprios mestres Budistas de todas as linhas Budistas.

Bibliografia: "Apasampradayas" de SS Suhotra Tapovanacari.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Vacuidade 3

http://www.bhaktirasayana.blogspot.com/

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Pradhana - O Destino dos Budistas

" O destino dos Sunyavadis (Budistas) é pradhana, a matéria primordial, que têm uma natureza vazia (sunya). Quando Mahavisnu expira, pradhana manifesta-se e transforma-se
gradualmente em prakriti, matéria, ou ponto de partida para a construção do mundo material. Quando Mahavisnu inspira, todas as manifestações geradas são novamente absorvidas pelo Seu corpo, juntamente com todas as Jivas, ou almas individuais. "

Pradhana - " No estágio não manifesto da natureza material, chamado pradhana, não existe expressão de palavras, não existe mente e não existe manifestação dos elementos subtis, nem existem os modos da natureza material, nomeadamente a bondade, a paixão e a ignorância. Não existe ar vital, nem inteligência, não existem sentidos, nem semideuses. Não existe arranjo de sistemas planetários, nem estão presentes os diferentes estados da consciência - sono, estado desperto e sono profundo. Não existe éter, água, terra, ar, fogo ou sol. Esta situação assemelha-se àquela de sono completo, ou vazio. Na verdade, é algo impossível de descrever. As autoridades no conhecimento espiritual explicam que, uma vez que pradhana é a substância original, ela é a base da criação material."
Este verso pode ser encontrado no Srimad Bhagavatam 12.4.20-21


Tradução por Vraja Gopi Mataji

http://www.veda.harekrsna.cz/planetarium/index.htm
http://www.veda.harekrsna.cz/encyclopedia/mayavada.htm

Vosso servo
Prahladesh Dasa

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vacuidade 2

Realmente não vale a pena especular sobre o que ocorre na prática meditativa Budista em relação a Vacuidade, pois tudo é devidamente esclarecido pelos próprios mestres Budistas.

Do "O Livro Tibetano da Vida e da Morte":

"Na fase final da prática meditativa toda a realidade se apresenta a si própria numa tremenda exibição.
Em primeiro lugar, o estado de pureza primordial surge como um céu aberto e sem nuvens, depois aparecem as divindades pacíficas e as furiosas, seguidas pelos puros reinos dos Budas e - por baixo destes - pelos reinos da existência Samsarica (OBS:entre eles o reino de Deus-Krsna).
A expansão ilimitada desta visão está muito para lá da nossa imaginação normal e todas as possibilidades nos são apresentadas, desde a sabedoria à libertação e da confusão ao renascimento.
Neste momento encontrar-nos-emos dotados de poderes de percepção clarividente e de recordação; por exemplo, com uma clarividência total e com os nossos sentidos não obstruídos conheceremos as nossas vidas passadas e futuras, veremos dentro da mente dos outros e teremos conhecimento de todos os seis reinos de existência...
...Toda a visão se dissolverá a seguir na sua essência original, como uma tenda a abater-se depois de as suas cordas serem cortadas.
Se possuirmos estabilidade para reconhecer estas manifestações como sendo a "auto-radiância" da nossa mente, estaremos libertos, mas se não tivermos muita experiência seremos incapazes de olhar para as visões das divindades Budistas, que são "brilhantes como o Sol"...
...Quando a brilhante luz da sabedoria aparece, é acompanhada por uma exibição de sons e luzes simples e reconfortantes, menos desafiadores e dominadores do que ela própria.
Estas luzes fracas - amarelas, verdes, azuis, vermelhas e brancas - são as nossas habituais tendências inconscientes acumuladas pela ira, cupidez, ignorância, desejo, ciúme, orgulho, e as emoções que criam os seis reinos do Samsara:
o reino do inferno,
o reino dos fantasmas,
o reino animal,
o reino humano,
o reino dos Semideuses e
o reino de Deus (OBS:o reino de Krsna)...

...e assim como resultado das tendências habituais nas nossas vidas anteriores, o nosso olhar será puxado para baixo, para os seis reinos Samsáricos.
Iremos reconhecê-los e seremos novamente atraídos para a ilusão."

Fim da citação.

Na prática meditativa Budista temos a visão do conceito do reino de Deus-Krsna.
Mas se formos atraídos para este reino ou qualquer dos seis reinos é porque falhamos na nossa prática.

É exitoso nesta prática quem, após visionar todos estes reinos, rejeita-os.

SS o Dalai Lama:
"...O Budismo acredita na causalidade universal e que tudo está sujeito a mudanças, a causas e condições.
Assim, não existe lugar para um divino criador nem para seres auto criados, tudo surge como consequência de causas e condições...
...no Budismo não acreditamos numa entidade independente e imutável como uma alma ou um ego, que sobreviva à morte do corpo...
...algumas pessoas, é verdade, acham que o conceito Budista de Shunyata, ou vacuidade, é no fundo o mesmo que algumas das concepções da compreensão do conceito de Deus.
Todavia, esta concepção implica algumas dificuldades.
A principal é que, evidentemente, podemos interpretar estes conceitos desta forma, mas, ao fazê-lo, até que ponto permanecemos fiéis ao ensinamento original do Buddha?...
...Como diz um antigo provébio Tibetano, não devemos por a cabeça de um iaque num corpo de ovelha - ou vice-versa."...


Fim da citação.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

domingo, 14 de setembro de 2008

Carta de Prabhupada para Mahatma Gandhi, 1947

Traduzido por Lilananda dasa
Cawnpore12 de Julho de 1947
Mahatma GandhijeeBhangi ColonyNew Delhi.
Querido Amigo Mahatmajee,
Por favor aceite meu respeitoso Namaskar. Eu sou seuamigo desconhecido e escrevi para você algumas vezes,embora você nunca tenha se importado em responder. Eulhe remeti o meu jornal "Back to Godhead" [De Volta aoSupremo] mas suas secretárias me informaram que vocêtem pouco tempo para ler as cartas e muito menos paraler revistas. Eu solicitei uma entrevista com você, masas suas tão ocupadas secretárias nunca se importaram emresponder. De qualquer forma, como eu sou um amigomuito antigo, embora desconhecido, estou novamente lheescrevendo com a finalidade de traze-lo à posiçãocorreta que você merece. Como um amigo sincero eu nãodevo desviar do meu dever para com um amigo como você.
Como um amigo sincero eu lhe digo que, se você nãodeseja morrer uma morte infame, tem que se aposentar dapolítica. Você tem 125 anos para viver como vocêdesejava viver e não vale a pena morrer de uma maneirainfame. A honra e prestigio que você obteve durante ocurso da sua vida presente, não foram possíveis de seobter por ninguém mais dentro da memória viva. Mas vocêdeve saber que todas estas honras e prestígio eramfalsos no sentido que eles foram criados pela energiailusória do Deus Supremo chamada maya. Por apontar estafalsidade eu não quero dizer que os muitos amigos quevocê tem eram falsos para com você ou que você erafalso para com eles. Ao mencionar falsidade quero dizerilusão ou em outras palavras, a falsa amizade e honrasobtidas eram simplesmente criações de maya e portantoelas são sempre temporárias ou falsas, como você quiserchamá-las. Mas nenhum de vocês, nem seus amigos e nemvocê estavam cientes desta verdade.
Agora pela Graça de Deus esta ilusão está sendodissipada pois os seus amigos fiéis como AcaryaKripalini e outros estão acusando você por suainabilidade, no momento presente, de dar-lhes qualquerprograma prático de trabalho como você o fazia duranteseus dias gloriosos do movimento de não cooperação.Você também está enfrentando um dilema para encontrar asolução adequada para a situação política complexacriada por seus oponentes. Portanto, você deve ouviresta mensagem de advertência deste seu amigoinsignificante, que a não ser que você se aposente dapolítica no tempo oportuno e se ocupe cem por cento notrabalho de pregação do Bhagavad-gita, que é averdadeira função dos Mahatmas, você terá que sedeparar com uma morte infame como o fizeram Mussolini,Hitler, Tojo, Churchill ou Lloyd George.
Você pode facilmente entender como alguns dos seusinimigos políticos disfarçados de amigos (ambosIndianos e Ingleses) tem deliberadamente enganado vocêe tem partido seu coração fazendo as mesmas atividadesmalevolentes contra as quais você tem lutado tãoduramente por tantos anos. Você queria principalmenteuma união Hindu-Muçulmana na Índia e eles conseguiramtáticamente desfazer o seu trabalho através da criaçãodo Pakistão e da Índia separadamente. Você querialiberdade para a Índia, mas eles criaram uma Índiapermanentemente dependente. Você queria fazer algo paraa elevação da posição dos bhangis, mas eles aindaestão apodrecendo como bhangis, ainda que você estejavivendo na colônia bhangi. Todas esta coisas são,portanto, ilusões e quando elas forem apresentadas paravocê como elas são, você deve considerá-las comenviadas por Deus. Deus o favoreceu por dissipar ailusão na qual você se encontra, e pela mesma ilusãovocê estava cultivando aquela idéias como Verdade(?).Saiba que você está no mundo relativo que é chamadopelos sábios de Dvaita, ou seja, dual, e nada éabsoluto aqui. Sua Ahimsa é sempre seguida por Himsacomo a luz é seguida pela escuridão ou o pai é seguidopelo filho. Nada é verdade absoluta neste mundo dual.Você não sabia disto e você nunca se preocupou emaprender isto das fontes certas e portanto todos assuas tentativas para criar união foram seguidas pordesunião e Ahimsa. Ahimsa foi seguida por Himsa. Masantes tarde do que nunca. Agora você deve aprender algosobre a Verdade Absoluta. A Verdade com a qual você temfeito experiencias por tanto tempo é relativa. Asverdades relativas são criações da daivi mayaqualificada pelos três modos da Natureza. Elas sãotodas insuperavéis como é explicado no Bhagavad-gita(7.14). A Verdade Absoluta é o Deus Absoluto Supremo.
O Katha Upanisad da uma ordem para nos aproximarmos doGuru genuíno, que é não somente bem versado em todas asescrituras do mundo mas é também uma alma realizada noBrahman, o Absoluto—para que possamos aprender aciência da Verdade Absoluta. O mesmo é instruído noBhagavad-gita como segue:
tad viddhi pranipatenapariprasnena sevayaupadeksyanti tad jnanamjnaninas tattvadarsinah(Bg. 4.34)
Mas eu sei que você nunca se submeteu a tal treinamentotranscendental, exceto por algumas penitências severasque você inventou para o seu propósito, como vocêinventou tantas coisas no curso de fazer experiênciascom as verdades relativas. Você poderia facilmentetê-las evitado [as verdades relativas] se você tivessese aproximado de um Guru como mencionado acima. Mas osseus esforços sinceros para obter algumas qualidadesDivinas através de austeridades, etc., certamente oelevaram a uma posição mais superior, a qual você podeusar da melhor maneira para o propósito da VerdadeAbsoluta. Porém, se você continua satisfeito somentecom tal posição temporária e não tenta conhecer aVerdade Absoluta, então certamente você irá cair daposição artificialmente exaltada sob as leis daNatureza. Mas se você realmente quer se aproximar daVerdade Absoluta e quer fazer algo realmente bom para opovo em geral por todo o mundo, que deve incluir suasidéias de união, paz e não violência, então você deveabandonar a política corrupta imediatamente e seaprontar para o trabalho de pregação da filosofia ereligião do "Bhagavad-gita'' sem oferecerinterpretações desnecessários ou dogmáticas sobre oassunto. Eu tenho ocasionalmente discutido este assuntono meu jornal "Back to Godhead'' e incluo uma folha dopara a sua referência.
Eu somente pediria que você se aposentasse da políticapelo menos por um mes e vamos discutir juntos oBhagavad-gita. Eu tenho certeza que você irá obter umanova luz como resultado destas discussões, não somentepara o seu benefício, mas para o benefício do mundo emgeral, pois eu sei que você é sincero, honesto e ummoralista.
Aguardando sua resposta com interesse.
Sinceramente,Abhay Charan De.Incluso - uma folha do Back to Godhead

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Sutra de Srila Prabhupada

Os Livros são a Base

SB 10.12.7
"...se alguém aceita estes dois livros - o Bhagavad Gita e o Srimad Bhagavatam -, com certeza em sua próxima vida obterá a associação de Krsna (tyaktva deham punar janma naiti mam eti so'rjuna).
Portanto, a distribuição do Srimad Bhagavatam em todo o mundo é a actividade mais benéfica para os teólogos, filósofos, transcedentalistas e Yogis (yoginam api sarvesam), bem como para a população em geral."


Pureza é a Força

"Nosso trunfo singular é nossa pureza.
Ninguém em parte alguma poderá igualá-la. Isto acabará sendo notado e apreciado enquanto não diminuírmos ou negligenciarmos o mais elevado padrão de pureza na execução de nosso trabalho de rotina.
Não que precisemos exibir-nos ou proclamar-nos de formas muito astutas para obter atenção.
Não, nosso padrão é suficiente.
Permaneçamos sobre esta base."
(Carta de Srila Prabhupada para Yogesvara em 28/12/71 Bombay)

Utilidade é o Princípio

"Tudo o que puder ser utilizado em avançar a Consciência de Krsna e o serviço devocional deve ser aceito.Por exemplo, estamos usando muitas máquinas para o avanço de nosso actual movimento da Consciência de Krsna, como máquinas de escrever, ditafones, gravadores, microfones e aviões. Às vezes, as pessoas nos perguntam:
"Porque vocês estão utilizando produtos materiais se vocês condenam o avanço da civilização materialista?
Mas em realidade não condenamos.
Simplesmente pedimos às pessoas que façam tudo o que estiverem a fazer em Consciência de Krsna.
Este é o mesmo princípio baseado no qual, no Bhagvad Gita, Krsna aconselhou Arjuna a utilizar suas habilidades de luta no serviço devocional." (O Néctar da Devoção, Cap 14)

Pregação é a Essência

"A essência da Cultura Védica é a mensagem de Sri Caitanya Mahaprabhu.
O Senhor Caitanya ensinou:
Devemos simplesmente ensinar a todos que encontremos a respeito dos princípios de Krsna Katha, conforme são expressos no Bhagavad Gita Como Ele É e no Srima Bhagavatam." Cc Adi 12.73

Fim da citação.

A pregação é a essência da ISKCON e de sua acção de libertar o mundo do ateísmo, impersonalismo e a filosofia do vazio.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Compaixão - Karuna

Srimad Bhagavatam 3.25.21
"Os sintomas de um Sadhu é que ele é tolerante, misericordioso e amigo de todas as entidades vivas. Ele não tem inimigos, é pacífico e abriga-se nas escrituras, e assim todas as suas características são sublimes."

Significado por Srila Prabhupada
"Um Sadhu, como descrito acima, é um devoto do Senhor. Sua preoocupação, portanto, é iluminar as pessoas em geral acerca do serviço devocional ao Senhor.
Esta é sua misericórdia.
Ele sabe que sem serviço devocional ao Senhor, a vida humana é desperdiçada...
...Ele não está satisfeito somente com sua própria liberação. Está sempre a pensar nos outros.
Ele é a personalidade mais compassiva emtre as almas condicionadas.
Portanto, uma das suas qualificações é Karunika, grande misericórdia para com as almas condicionadas...
Ele é misericordioso porque é um bem-querente de todas as entidades vivas...."

Fim da citação.

Não é possível comparar a compaixão de um Vaisnava e a compaixão de um Budista.

Para os Vaisnavas, compaixão significa acabar com o sofrimento de todas as entidades vivas aproximando-as de Deus.

Para os Budistas, compaixão significa acabar com o sofrimento de todas as entidades vivas afastando-as do conceito de Deus, entre outros.
Ou seja, o apego ao conceito de Deus também causa sofrimento.

Para os Budistas o Nirvana é ter a mente sem entraves e portanto sem medos.
Muito além dos pensamentos ilusórios, que inclui pensar em Deus.

Isto são a compaixão e Nirvana dos Budistas.

No entanto...

"Os Vaisnavas, ou devotos, são geralmente muito compassivos com todos.
Sem ser convidado, um devoto vai de porta em porta para iluminar as pessoas e trazê-las da escuridão do esquecimento por injetar-lhes o conhecimento da posição constitucional da entidade viva como serva do Senhor Krsna." (Ensinamentos do Senhor Caitanya)

Patita Pavana Srila Prabhupada Ki Jaya !!!

Vosso servo
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Vacuidade

Do livro "Ética para o Novo Milênio" de SS o Dalai Lama:

"...Na minha opinião, a diversidade existente entre as várias tradições religiosas é uma grande riqueza. Por conseguinte, não é necessário arranjar maneira de dizer que no fundo todas as religiões são iguais.

São semelhantes na medida em que todas sublinham a importância do amor e da compaixão no contexto da disciplina Ética.

Mas esta afirmação não significa que todas sejam uma em essência.
Apesar das muitas semelhanças práticas que sem dúvida existem, a concepção totalmente oposta da criação e do sem-começo que o Budismo, o Cristianismo e o Hinduísmo têm, por exemplo,

significa que num dado ponto, no que toca às afirmações metafísicas, eles se afastam.
Estas contradições podem não ser importantes nos estados iniciais da prática religiosa mas, à medida que avançamos no caminho de uma dada tradição, há sempre uma dada altura em que somos forçados a reconhecer as diferenças fundamentais.

Por exemplo, o conceito de renascimento no Budismo e em várias outras tradições indianas antigas, podem revelar-se diametralmente opostas e incompatíveis com a idéia de salvação do Cristianismo...

...Algumas pessoas, é verdade, acham que o conceito Budista de Shunyata, ou Vacuidade, é no fundo o mesmo que algumas das concepções da compreensão do conceito de Deus.
Todavia, esta concepção implica algumas dificuldades.
A principal é que, evidentemente, podemos interpretar estes conceitos desta forma, mas, ao fazê-lo, até que ponto permanecemos fiéis ao ensinamento do Buddha?
Há semelhanças flagrantes entre os conceitos do Budismo Mahayana de Dharmakaya, Sambogakaya e Nirmanakaya e a Trindade Cristã de Pai, Filho e Espírito Santo.
Mas afirmar, com base nisto, que o Budismo e o Cristianismo no fundo são iguais, parece-me que é ir longe de mais !
Como diz um antigo provérbio tibetano, não devemos pôr a cabeça de um iaque num corpo de ovelha - ou vice-versa..."

Fim da Citação.

Sobre a Vacuidade Budista, muitos interpretam-na não como sendo o "vazio", mas como sendo o "tudo".
Nesta vacuidade somos plenamente conscientes de tudo, mas estamos a parte de tudo.

Também, convém salientar de acordo com o Livro Tibetano da Vida e da Morte, que todas as manifestações de Divindades Budistas não tem existência separada da natureza da mente, já que os Budistas negam a Alma individual e a Alma Suprema.

Ainda, na fase de Dharmata, estas visões das Divindades e seus respectivos Yantras servem simplesmente para ajudar-nos na nossa realização da completa Vacuidade (Nirvana), afastando-nos dos reinos Samsaricos, entre eles o reino de Deus.

Então, afirmar que o Senhor Krsna poderá aparecer na prática meditativa Budista e ajudar-nos a realizar a Vacuidade e afastarnos do Seu próprio reino, parece-nos "que é ir longe demais !"

Srila Prabhupada sempre elogiou as actividades do Senhor Jesus Cristo, por exemplo,
considerando-o um Vaisnava avançadíssimo e com muita devoção à Deus.

Srila Prabhupada sempre adorou o Senhor Buddha como a Suprema Personalidade de Deus.
Mas nunca vamos encontrar Srila Prabhupada ou qualquer outro Acarya elogiando a filosofia Budista.

Pessoalmente inspiro-me muito na vida do grande Vaisnava São Francisco de Assis.
Sempre recomendo o filme de Franco Zeffirelli, "Irmão Sol, Irmã Lua", que conta a vida deste grande devoto.
É um clássico do cinema.
Vi-o pela primeira vez quando era muto jovem e marcou-me para sempre.

O Pluralismo religioso dá-se por evitar por um lado o extremo do fanatismo de que só minha religião está correcta e por outro o extremo do Sincretismo desnecessário.

Um amante de Deus somente está interessado em outros amantes de Deus, não importando a qual religião pertençam.
Um amante de Deus não está interessado naqueles que negam Deus.

Ainda sobre o Vegetarianismo e o Budismo, existem Budistas (Mahayana) que são muito fiéis aos ensinamentos originais de Buddha e são estritamente vegetarianos e somenmte ingerem carne em casos extremos, exatamente como os Vaisnavas.

Porém, existem outros Budistas que apesar de terem disponíveis todo tipo de alimentos, comem carne que lhes é oferecida de um animal morto não especificamente para eles (segundo eles Karma neutro).

No Surangama Sutra, o próprio Buddha predisse que no futuro alguns monges iriam deturpar Seus ensinamentos sobre não comer carne.

No entanto, os Vedas são muito claros sobre isto:
Aqueles que matam um animal, ou preparam a carne, ou vendem-na, transportam-na ou consomem esta carne, todos acumulam Karma.

Obviamente, mais do que simples vegetarianos, os Gaudiya Vaisnavas oferecem com amor e devoção o alimento à Krsna e desta forma cultivam seu amor à Deus.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O Dalai Lama Comendo Carne !

Em:

www.bhaktirasayana.blogspot.com

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Radhastami Maha Mahotsava


e o "Mantra Japa de Sri Krsna" em:
Vosso servo
Prahladesh Dasa

Nama Prabhu


Nama Prabhu em:
Vosso servo
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 5 de setembro de 2008