terça-feira, 13 de outubro de 2015

Será confundido em sua tentativa

"Jiva Goswami afirma que, embora o conhecimento da essência e majestade do Senhor seja certamente conhecimento de Bhagavan, se não se tem apreço ou realização da doçura do Senhor através do qual Ele pode ser amado, então o conhecimento ou percepção do devoto das outras qualidades de Deus equivaleria a ignorância ou não experiência, ou um conhecimento ou percepção imcompletos de todas as qualidades de Deus.
Como exemplo, ele cita uma pessoa cujas secreções de bile aumentaram a tal ponto que ela não pode provar a doçura do açúcar, ainda que este açucar esteja dentro da boca.
Além disso, o conhecimento dos aspectos impessoais ou majestosos do Senhor leva a uma certa ossificação do ser interior, após o que, o devoto fica com nada mais do que um sentido de reverência.
Tal espírito de reverência e temor não resulta no amolecimento e derretimento do coração o que só pode acontecer através de uma apreciação da doçura Deus.
No Sadhana Dipika, o assunto é tratado como se segue:
"Há dois tipos de devotos, aqueles que são capazer de perceber a majestade do Senhor (aisvarya) e aqueles que são capazes de apreciar Sua doçura(madhurya).
Os primeiros têm uma disposição para a forma majestosa divina, actividades e passatempos de Deus, enquanto os últimos tem uma inclinação ao Seu (de Deus) corpo com forma humana, actividades e passatempos.
De salientar que sem qualquer conhecimento do aspecto glorioso de Deus, não há possibilidade de se ter uma visão completa ou fixa em Sua madhurya (porque esta última se desenvolve a partir da primeira).
Sem esta consciência, surgiria um sentido de que a lila do Senhor é mundana, o que certamente, não é a mensagem de madhurya.
Mesmo assim, se alguém não tem nenhum sentimento da doçura do Senhor ele será confundido em sua tentativa de alcançar amor por Ele."
(Gaudiya Makaranda)
"Jiva Gosvami states that although knowledge of the Lord’s essence and majesty is certainly knowledge of Bhagavan, if one has no appreciation or realization of the Lord’’s sweetness through which He can be loved, then his knowledge or realization of God’s other qualities is tantamount to ignorance or non-experience. 
As an example, he gives the person whose secretions of bile have increased to such an extent that he cannot taste the sweetness of sugar even though it is in his mouth.
Furthermore, knowledge of the Lord’s impersonal or majestic aspects leads to a certain ossification of the inner being, after which one is left with nothing more than a sense of reverence. 
Such a spirit of awe does not result in the softening or melting of the heart which can only come about through an appreciation of God’s sweetness.
In the Sadhana Dipika, the subject is treated as follows:
"There are two kinds of devotees, those sensitive to the Lord’s majesty (aisvarya) and those who are appreciative of His sweetness (madhurya). 
The former have a disposition to the Lord’s divinely majestic form, activities and amusements while the latter have a leaning to His human-like body, activities and amusements. 
Even so, it should be noted that without any knowledge whatsoever of God’s glorious aspect, there is no possibility of having a full or fixed insight into His madhurya [because this latter sense develops out of the former]. 
Without such an awareness, a sense will arise that the Lord’s lila is mundane in nature and that is certainly not the import of madhurya. 
Even so, if one has no feeling for the Lord’s sweetness he will be baffled in his attempt to achieve love for Him."
(Gaudiya Makaranda)