terça-feira, 25 de outubro de 2011

Govardhana Puja

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Govardhana Puja
Raghunatha Dasa Gosvami
Verso 1
Quem não se refugiará na colina de Govardhana, a melhor das montanhas, o amigo de Gokula, o charmoso abelhão que por sete dias repousou sobre as mãos de lótus do Senhor Krsna e protegeu Vraja da boca de crocodilo de Indra, que trazia uma tempestade terrível?
Verso 2
Que piedosa personalidade não se refugiará na colina de Govardhana, cujo cume é o local onde Krsna, o senhor das vacas surabhis, se diverte, e que traz próxima de si o bem-aventurado Govinda-kunda, onde uma vaca surabhi, juntamente com o humilde Indra, banharam o Senhor Krsna com as águas celestiais do Ganges e, secretamente, coroaram-nO o rei das vacas surabhis?
Verso 3
Que piedosa personalidade não se refugiará na colina de Govardhana, que é glorificada pelos grandes santos, e que é cercada pelos lagos Sri-kunda, Brahma-kunda, Hara-kunda, Apsarah-kunda, Priyaka-kunda e Sri-dana-kunda, que são repletos de felicidade e de amor puro, e são mais queridos a Krsna do que, até mesmo, o Ganges celestial e uma hoste de outros locais sagrados?
Verso 4
Quem não se refugiará na colina de Govardhana, que é tão formosa com suas vacas, cervos, pássaros e árvores, e é o local onde os lagos Jyotsnamoksana- kunda, Malya-kunda, Hara-kunda, Sumanah-kunda, Gauri-kunda, Balaridhvaja- kunda, Gandharva-kunda, onde vários outros lagos, diversos rios que correm montanha a baixo, diversos locais favoráveis para passatempos amorosos ou de amizade, e onde o próprio Senhor Hari, todos, manifestam-se com todo o esplendor?
Verso 5
Quem não se refugiará na colina de Govardhana? Aquele que com muito cuidado e devoção se curva perante o lago conhecido como Shyama-kunda e carrega um pouco deste consigo, que é milhões de vezes mais grandioso que o Ganges, e que nasceu dos pés de lótus do Senhor Krsna, torna-se mais querido por Krsna do que o semideus Shiva. Da mesma forma, aquele que carrega um pouco do Radha-kunda consigo obtém a completa graça do Senhor Krsna e se torna o mais querido e glorioso devoto.
Verso 6
Quem não se refugiará na colina de Govardhana, onde o casal divino desfruta de Seus passatempos, e onde corre o Manasa-ganga? No Manasa-ganga, o barqueiro Madhava transporta docemente a bela Radha em seu barco, e quando Ela, assustada por uma grande tempestade ora a Ele para que pare com aquele mau tempo, Ele ora a Ela para que satisfaça Seus desejos amorosos.
Verso 7
Ah... Que piedosa personalidade não se refugiará na sublime colina de Govardhana, o belo e transcendental local da dança da Rasa, onde Sri Radha, que tem o braço do Senhor Krsna jocosamente aboiado sobre Seu pescoço, acompanhada por Suas belas amigas, que são todas adoradas por centenas de deusas da fortuna, dança a primaveril Rasa-lila?
Verso 8
Quem não se refugiará na Colina de Govardhana, onde, sempre sorrindo devido às palavras brincalhonas de Seus amigos, perpetuamente feridos pelas flechas lançadas pelo canto de seus cruéis e sorridentes olhos, e rindo das sempre novas discussões e intrigas iniciadas por Dana-keli, o jovem casal divino exibe tantos passatempos transcendentais?
Verso 9
Quem não se refugiará na elegante e auspiciosa Colina de Govardhana, onde, acompanhado de Sridama e outros amigos, brincando com Sankarshana, e atenciosamente cuidando dos bezerros, o Senhor Krsna alegremente canta lá lá lá, e onde o Senhor Krsna desfruta de passatempos amorosos com Radha no local da dança da rasa e depois se recolhem para alguma caverna reservada?
Verso 10
Quem não se refugiará em Govardhana, a mais opulenta de todas as montanhas? Pelo povo de Vraja, o Senhor Mukunda deixou de lado Yamuna, a filha do deus do sol, diversas outras colinas sagradas, a floresta de Vrndavana, que satisfaz todos os desejos, e adorou respeitosamente a colina de Govardhana.
Verso 11
Pela misericórdia da Colina de Govardhana, esses dez belos versos acerca das glórias da Colina de Govardhana, que garantem residência na Colina de Govardhana, nasceram dos lábios de um velho homem cego. O prazer da Colina de Govardhana, que é minha vida e alma, e que é uma opulenta mina de ouro de virtudes transcendentais, é o fruto maduro que anseio escrevendo esses versos.
Tradução por Bhagavan Dasa
Outubro - 2011