quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tirobhava Mahotsava - Srila Narottama Das Thakur

Ontem celebrou-se o Tirobhava Mahotsava (desaparecimento) do grande Rasika Acarya Srila Narottama Das Thakur:

No Prema Bhakti Candrika ele declara:

kama krsna karmapane krodha bhakta dwesi jane
lobha sadhu sange hari katha
moha ista labha bine mada krsna guna gane
nijukta kariba jatha tatha

"Irei ocupar a luxúria por oferecer os frutos do meu trabalho ao Senhor Krsna.
Irei direccionar a ira aos inimigos dos devotos.
Irei ocupar a ganância por ser ganancioso em ouvir os tópicos sobre o Senhor Hari na associação de devotos santos.
Irei manifestar a confusão porque não posso imediatamente alcançar meu Senhor adorável.
A loucura manifestar-se-á quando eu loucamente glorificar os atributos transcendentais do Senhor Krsna.
Desta forma, ocuparei cada uma destas tendências no serviço ao Senhor Krsna."

Nota:
Srila Prabhupada comenta que um devoto não exatamente abandona estas cinco qualidades materiais, mas ocupa-as no serviço ao Senhor Krsna.
Embora exista uma competição saudável a nível espiritual, a inveja (Matsarya), deve ser completamente descartada.

LOBHA SADHU SANGE HARI KATHA


"...Irei ocupar a ganância (Lobha) por ser ganancioso em ouvir os tópicos sobre o Senhor Hari (Hari Katha) na associação de devotos santos (Sadhu Sange)..."

Vosso servo
Prahladesh Dasa

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Bhima Pancaka

Shyamasundara P. in his Vedic Astrology conf. said (text 343454 on 14-Jan-94) regarding the calendar program: "These bugs may not be software related but translation problems as in the example of Bhisma Pancaka discussed some time ago on COM. It actually turned out to be Bhima Pancaka after more research was done." Pancaka in general is a five day period (Dhanista through Revati naksatras) inauspicious for the Vedic rituals. Ref.: Garuda Purana 2.4.176-9. (Bhakta Jan)

Five days of fasting on these days is equivalent of whole Caturmasya fast. Bhima could not fast so this provision was made. (Bhanu Swami)

Also called Visnu Pancaka. Recommended in many sastras and also in the Hari Bhakti Vilasa. It is said that devotees, if possible, can do some fasting. Some devotees do it here in Mayapur by taking only ekadasi-prasada for these five days. (The real one is very technical and too difficult.)

Bhima pancaka is the five-day period at the end of Caturmasya. The fast can be observed by eating unsalted kitri once a day for the final five days, and the benefit is the same as following the entire four months of Caturmasya.

It is somewhat like Bhima-nirjala-ekadasi in that one can get the benefit of the longer vrata by doing a shorter tapasya. (Ram-prasad Dasa)

Q: I saw in Vrndavana devotees were following very heavy fast. First day only little cow dung, second - cow urine, third - ghee, then yogurt and milk. Can anybody, please, tell how one should follow it correctly? I was also told that the real benefit of this fast is that one will "hold" pure devotion to Krsna in his hand. But one can observe this vrata only in Vraja. Why? (Sasvata Dasa)
A: After following and inquiring about the various paths of following caturmasya for several years I can tell you the following. Keep in mind that those living in the dhama may have access and info that I do not have. With that in mind I have not heard of or read the pancagavya type of fast you mention related to Caturmasya or anywhere. I also had not heard that this can only be done in Vraja. Is there some sastric quote for this?
Many of the practices we follow are traditionally done only in the dhama but fortunate for us, Prabhupada brought these things outside the boundaries of India. Myself and others have performed the Bhima pancaka a few times and it is quite a nice service to take up. The austerity is wonderful to tell the truth. Depending on the person and the work situation the fasting varied. One fasted from only foods grown on his land, another only took milk those five days, another took only water, another ate only once in the day, all of these were of course without spice, sweet, ghee, etc.

I feel the main point is to perform austerity and enhance one's devotional practices - increase japa, reading, kirtan, preaching. This is what we have seen to be the real mood of accepting austerity. (Chaturatma Dasa)

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Como Observar Ekadasi

Como Observar Ekadasi

Extraído do livro Ekadasi, o dia do Senhor Hari – Por SS Krishna Balarama Swami.

Jejum significa geralmente se abster completamente tanto de alimento sólidos quanto de alimentos líquidos , embora águas acamana e caranamrita (somente três gotas) possam ser tomadas. Se a pessoa acha isso impossível, então ela deve comer uma refeição simples e sem cereais e leguminosas uma só vez durante à tarde. Esta refeição – chamada nakta ou ceia – deve consistir de raízes crescidas sob o solo (amendoim sim, beterraba não), frutas, água, leite e seus derivados, frutas secas, açúcar e vegetais (exceto cogumelos). A pessoa deve tentar não beber água mais de uma vez ou comer mais de uma refeição no Ekadasi. Como o Senhor Krishna diz a Arjuna no primeiro capitulo deste livro (Ekadasi, o dia do Senhor Hari.), todo mérito é concedido para a pessoa que jejua completamente no Ekadasi, enquanto aquele que toma somente uma ceia obtém a metade deste mérito. É claro que para todos devotos no movimento para consciência de Krishna, pregação é o dever mais importante, e se o jejum completo no Ekadasi impede este dever, ele não deve ser respeitado. Mas se o devoto puder seguir todas as regras de jejum e mesmo assim encarar todas suas responsabilidades, ele deve por todos os meios faze-lo.Em todo caso. A pessoa deve evitar estritamente de comer cereais ou leguminosas no Ekadasi. Deve também evitar dormir durante o dia; massagear-se com óleo; sexo; mascar nozes de betel; tocar em uma mulher menstruada, um candala, um alcoólatra, e pessoas espiritualmente caídas; barbear-se; e comer em utensílios feitos de liga cobre e zinco. Se a pessoa decidir por comer no Ekadasi, além de evitar comer cereais, feijões e leguminosas (vagem e similares, o gergelim é permitido no Sat-tila Ekadasi), ela deve evitar o seguinte: espinafre, mel, berinjela, beterraba, comer na casa de outrem, assafétida, Qualquer tempero em pó e sal marinho (sal de rocha é permitido). Somente aqueles que estão doentes podem consumir ervas medicinais neste dia sagrado.Para começar o jejum, o devoto deve primeiramente determinar com firmeza qual dos quatro tipos de jejum recomendados pelas escrituras, ela irá seguir fielmente.

Este voto é feito no dia do Utpanna Ekadasi se possível em frente das deidades:

1- Observar jejum até o meio-dia, fazer uma refeição sem cereais e feijões e observarjejum até o dia seguinte.

2- O mesmo que acima, mas observando jejum até as 16 horas.

3- Jejum completo até o dia seguinte.

4- O mesmo que acima, mas permanecendo acordada a noite toda contando os santos nomes (japa, bhajana, kirtana).

Pessoas que não devem fazer jejum completo no Ekadasi: pessoas com problemas de fígado, coração, pulmão, estômago e rins; pessoas insanas ou muito perturbadas (preocupadas) ; crianças (até os cinco anos), idosos e grávidas. Todos devem, porém, observar o jejum de cereais e feijões.O devoto desejoso em seguir o Ekadasi vrata (voto), deve procurar um outro devoto brahmana conhecedor do assunto e aprender diretamente dele sobre o processo de observar o jejum no Ekadasi. Aquele que é totalmente incapaz de jejuar devido a uma séria doença ou por velhice, deve procurar uma alma altamente elevada ou algum templo fidedigno e dar alguma caridade no Ekadasi. Para os Vaishnavas, entretanto, esta injunção de dar caridade no Ekadasi significa que neste dia eles devem fazer esforço extra para espalhar a consciência de Krishna, o maior tesouro. Esta é a verdadeira caridade. Uma outra prática importante é ouvir e ler sobre cada Ekadasi no dia que ele ocorre. O Senhor Krishna pessoalmente recomenda esta prática por que isto ajuda a pessoa a obter o resultado do jejum.Se por acaso a pessoa esquece de respeitar o Erkadasi no dia apropriado, ela pode respeita-lo no dia seguinte, Dvadasi, e então quebrar o seu jejum no trayodasi, um dia após. Como se diz nas escrituras Védicas:Ekadasi Vipluta Ceds Dvadasi Sthita Upasya Dvadasim Tatra Yadicched Paramam Padam “Se alguém que deseje sinceramente alcançar a morada da Suprema Personalidade de Deus esquece de respeitar o Ekadasi, deverá observa-lo no Dvadasi, porque Ekadasi alonga-se para o dia seguinte”.Lembrando que o devoto deve estar atento para não esquecer o dia sagrado do Senhor Hari e seu voto, pois fazer uso da injunção acima continuamente significa relaxamento.O devoto deve observar o jejum de Ekadasi com grande devoção por Krishna e não por motivos materias. Durante qualquer Ekadasi o devoto deve meditar constantemente na Suprema Personalidade de Deus, o Senhor Sri Krishna, dando importância a Suas porções plenárias. A pessoa também pode meditar nos aparecimentos do Senhor na Suas formas autorizadas de Deidades, a qual existe em oito variedades: pedra, madeira, metal, terra, pintura, areia, na mente e jóias. Se o Ekadasi estiver astronomicamente combinado com o Dvadasi, o décimo segundo dia, ele é chamado de Ekadasi puro (suddha) ou Maha-dvadasi, e então deve ser observado.Após observar cuidadosamente o jejum do Ekadasi, seguindo as regras e regulações , a pessoa deve romper seu jejum de acordo com o horário determinado e calculado para a cidade onde ela se encontra ( consultar o site www.calendario. iskcon.com. br ou o livreto Calendário Vaishnava, o mais completo para quem quer ter as mãos datas e horários de quebra).De acordo com as escrituras, qualquer pessoa com mais de cinco anos de idade deve observar o jejum de Ekadasi. Também, todos Acaryas recomendam que todos os membros das quatro ordens sociais e espirituais observem o Ekadasi fiel e estritamente para obter à morada Suprema de Sri Krishna. Entretanto, há uma instrução para a mulher casada: “A mulher cujo marido está vivo deve pedir permissão para observar jejuns. Se ela negligenciar em faze-lo, ela reduz a duração de vida de seu marido e mando-o para o inferno.” A mulher casada deve portanto obter a permissão do marido para jejuar no Ekadasi. No Dvadasi, o devoto deve primeiramente limpar seu corpo por banhar-se e o seu coração pelo cantar do maha-mantra. Então, de acordo com suas possibilidades e observando tempo circunstancia tempo e lugar, ele deve preparar alimentos suntuosos ou variedades de frutas (mínimos três tipos), leite e derivados, para o prazer do Senhor e oferecer a Ele com grande devoção e orações sinceras. Após distribuir o alimento a outros devotos e aos brahmanas, ele pode romper seu jejum e desfrutar do banquete.

Tradução:

Ananya Bhak Dasa (Zuza Lee)Correção 1:
Apsarini Devi dasi (Paula Burlamaqui)Digitação e fidelidade:
Paramahamsa Das (PauloJ.G.dos Santos)

Vosso servo
Prahladesh Dasa

domingo, 28 de outubro de 2007

Vatsalya Rasa



Damodara Lila

Do Livro "O Néctar da Devoção" de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

"A seguir vai uma lista de personalidades respeitáveis que desfrutam da afeição paternal (maternal) por Krsna:

1 - Mãe Yasoda, a rainha de Vraja,

2 - Maharaja Nanda, o rei de Vraja,

3 - Mãe Rohini, a Mãe de Balarama,

4 - Todas as Gopis idosas, cujos filhos foram roubados pelo Senhor Brahma,

5 - Devaki, a esposa de Vasudeva,

6 - As outras quinze esposas de Vasudeva

7 - Kunti, a Mãe de Arjuna

8 - Vasudeva - o verdadeiro pai de Krsna,

9 - Sandipani Muni, o mestre de Krsna.

...Todas estas personalidades são consideradas personalidades idosas respeitáveis com amor paternal (maternal) por Krsna.
Esta lista está em ordem de mais importância, e deste modo podemos ver que Mãe Yasoda e Maharaja Nanda são considerados as mais elevadas de todas as personalidades idosas.
...Sentindo saudade de Krsna, Mãe Yasoda ficou tão humilde que orou ao senhor Brahma, o criador do Universo, com lágrimas nos olhos:
"Meu caro criador, fazei-me o favor de trazer o meu querido filho Krsna de volta para que eu possa vê-Lo ao menos por um instante."


Às vezes, inquieta como uma louca, Mãe Yasoda acusava Nanda Maharaja:
"Que estás a fazer neste palácio? Homem sem vergonha!!!
Porque as pessoas te chamam de o rei de Vraja?
Muito me surpreende que, enquanto estás separado do teu querido filho Krsna, ainda estás a viver em Vrndavana como um Pai sem coração."

...Isto é loucura na separação de Krsna.

Quando Mãe Yasoda acusou Nanda Maharaja de "não ter coração", ele respondeu:
"Minha querida Yasoda, porque estás ficando tão perturbada?
Por favor, olha com mais atenção.
Vê só !
Teu filho Krsna está bem na tua frente !
Não fiques louca assim.
Por favor, mantém a paz em minha casa."

E Krsna ficava sabendo através de algum amigo que Seu Pai Nanda também estava iludido dessa maneira, na separação d'Ele.

...uma amiga de Mãe Yasoda dirigiu-se a Krsna como se segue:
"Meu querido Mukunda, se Mãe Yasoda, a rainha de Gokula, for obrigada a manter-se sobre o fogo, mas lhe for permitido ver Teu rosto de lótus, então, para ela, este fogo vai parecer como as montanhas dos Himalaias: cheio de gelo.
Da mesma forma, se lhe permitirem permanecer no oceano de néctar, mas não lhe permitirem ver o Teu rosto de lótus, então até o oceano de néctar vai parecer um oceano de veneno arsênico."

Que a ansiedade de Mãe Yasoda de Vraja, sempre na expectatia de ver o rosto de lótus de Krsna, seja glorificada em todo o Universo !!!

...descrição de Mãe Yasoda na oração de um devoto:
"Que eu seja protegido por Mãe Yasoda, cujos cabelos ondulados estão presos com um fio e são brilhantemente embelezados pelo vermelhão colocado na risca, e cuja compleição ridiculariza todos os seus enfeites.
Seus olhos estão sempre ocupados em ver o rosto de Krsna, e assim estão sempre cheios de lágrimas.
Ela tem a compleição de uma flor de lótus azulada, e esta compleição é realçada porque ela se veste com muitas roupas coloridas.

Que seu olhar misericordioso caia sobre todos nós para que sejamos protegidos das garras de Maya e progridamos suavemente em nosso serviço devocional."

Vosso servo
Prahladesh Dasa

"Duas Vezes" Curto para Amarrar o Universo

Por Caitanya Caran Dasa
Bhaktivedanta Academy for Culture and Education (BACE), Pune

"Um dos passatempos mais importantes associados com Diwali é o Damodara Lila, o passatempo no qual Mãe Yasoda tenta amarrar Krsna com uma corda.
A corda é dois dedos mais curta.
Então ela amarra mais cordas, mas não importa a quantidade de corda usada, as cordas combinadas permanecem dois dedos mais curta.
Este passatempo significa que não importa o quanto nós tentarmos, sempre estaremos "curtos" na nossa tentativa de entender Deus com nossa inteligência.

A Ciência moderna encontra o mesmo em relação ao Universo, o qual a literatura Védica explica, é um produto da Super Inteligência de Deus.

Séculos de pesquisas Cosmológicas incrementaram a informação científica, mas não o entendimento científico, devido a "dois" inesperados factores:

1 - Quanto mais os cientistas sabem, mais realizam o pouco que sabem.
A ciência "conquistou" o espaço - e realizou o pouco que sabe sobre o espaço.

Para os desinformados, as missões espaciais provam a grandeza do Homem.
Para os bem informados, provam a pequenez humana.

A pesquisa espacial revela que há mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todas as praias da Terra, e o nosso Sol é somente um destes grãos cósmicos.

De facto para alcançar a Estrela mais próxima depois do Sol seria preciso viajar durante 3.000 anos a uma velocidade fora do nosso alcance.

O presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Kenneth R. Boulging admite:
"A Cosmologia é algo muito inseguro porque estuda um Universo imenso com uma pequena e insatisfatória amostra."

2 - Quanto mais os cientistas conhecem, mais realizam que o conhecimento anterior estava errado.
As Leis de Newton eram consideradas verdades Físicas inquestionáveis até se tornarem inaplicáveis nos planos microscópico e macroscópico.

A Física Quântica desenvolveu-se para explicar o mundo atômico, e a Física relativista, para explicar o Cosmos.
Mas então ambas entraram numa violenta contradição.
Como ambas deveriam coexistir na origem do Universo - quando ambos, Microscópico e Macroscópico eram um, a Ciência teve este grande desafio, e projectou a teoria do tudo (Theory of Everything (ToE)) para unificar estes pilares irreconciliáveis da Ciência.

Podemos rever a história do desenvolvimento da ToE:

1 - Afirmação inicial em vão:

O Físico Leon Lederman : "Temos a esperança de explicar o Universo inteiro numa única e simples fórmula que vocês poderão usá-la numa T-shirt."

2 - Afirmação intermediária desesperada:

O Astro Físico Steven Weinberg: "A medida que progredimos na compreensão do Universo expandido, o problema ele mesmo se expande, e a solução parece sempre recuar."

3 - Afirmação final queixosa e machista:

O Físico Teórico John Wheeler: "Nunca corra atrás de uma condução (Autocarro - Ônibus), uma mulher ou uma teoria cosmológica, porque sempre haverá outra em poucos minutos."

Voltanto ao passatempo, a corda com a qual Mãe Yasoda tenta amarrar Krsna é dois dedos mais curta.

Mas a corda da ToE com a qual a ciência tenta amarrar o Universo não somente é curta como também despedaçada, como Stephen Hawking confessou:
"As teorias (em Física) que possuímos são inconsistentes e imcompletas."

Eventualmente Mãe Yasoda conseguiu atar Krsna - mas somente quando Krsna, pela Sua misericórdia, deixou-Se amarrar.

Da mesma forma, pode-se entender o Universo, especialmente o nosso lugar e propósito no mesmo - somente quando harmoniza-se com o Supremo, ao aplicar e estudar a ciência espiritual fiável delineada no Bhagavad Gita, pavimentando assim o caminho para a revelação espiritual.

Isto pode não parecer científico, mas é.

O Premio Nobel, fundador da Física Quântica, Max Planck disse:
"Para a Religião, Deus é o começo; para a Ciência, Deus é o final."

E a Ciência começou a alcançar este final ao descobrir uma "boa afinação" do Universo.
Ajustes microprecisos de valores e inter relacionamentos de pelo menos 80 parâmetros essenciais de vida.

Obviamente uma "boa afinação" requer um bom afinador.

E é claro que com isto muitos ateístas propuseram múltiplas teorias para o Universo, mas todas improváveis e sem provas.
Todas parecendo mais ficção científica do que ciência.

Quando os cientistas aceitarem o veredicto da sua própria evidência, irão remover o obstáculo do atraso espiritual.

Apesar de que possa haver hesitação, o renomado Físico Micheal Faraday adverte: "Acima de qualquer coisa neste mundo, temos o privilégio e o dever de conhecer a verdade sobre Deus."

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Dois Dedos de Corda


Dama - Corda दाम
Udara - Barriga उदर

Damodara Ki Jaya !!!

A corda com a qual Mãe Yasoda tenta amarrar Krsna é sempre dois dedos mais curta.

O que representam estes dois dedos?

Um dedo representa o esforço do devoto.

O outro dedo a misericórdia de Krsna.

Quando Sri Krsna vê o esforço amoroso, devocional e sincero (1º dedo) de um devoto, mostra Sua misericórdia (2º dedo) e deixa-se amarrar por este amor.

Srila Prabhupada explica:

Do Livro de Krsna: "Mãe Yasoda Amarra o Senhor Krsna."

"De tanto tentar amarrar Seu filho, ela ficou cansada.
Estava a suar, e a guirlanda que se encontrava sobre sua cabeça caiu.
Neste momento o Senhor Krsna apreciou o grande esforço de Sua mãe, e sentindo compaixão por ela, deixou-se amarrar pelas cordas.
Brincando como uma criança humana na casa de mãe Yasoda , Krsna estava a representar os passatempos escolhidos por Ele Mesmo.
Evidentemente, ninguém pode controlar a Suprema Personalidade de Deus.
O devoto puro rende-se aos pés de lótus do Senhor, que talvez o proteja ou reprima.
Mas pela sua parte, o devoto jamais se esquece de sua própria posição de rendição.
Similarmente, o Senhor também sente prazer transcendental ao Se submeter à protecção do devoto.
Isto se exemplificou pela rendição de Krsna a Yasoda, Sua mãe."

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Atracção Natural pela Beleza de Uma Mulher

Atracção Natural pela Beleza de Uma Mulher

"Esta atracção material não pode atrair o Senhor Supremo.
Quando Ele quer ser atraído por uma mulher, tem que criar tal mulher a partir de Sua própria energia.
Esta mulher é Radharani.
Os Goswamis explicam que Radharani é a manifestação da potência de prazer da Suprema Personalidade de Deus.
Neste sentido, a tendência a ser atraído pela beleza feminina é natural, porque existe no mundo espiritual.
No mundo material se reflete pervertidamente, e por isto há tanta embriaguez.
Quando alguém se atrai pela beleza transcendental de Radha e Krsna, já não se atrai mais pela beleza material feminina." (SB 3.31.38)

"Desde que as Gopis eram almas liberadas, elas compreenderam que o único esposo real de todas as mulheres é Krsna.
Por conseguinte, elas rejeitaram seus esposos materiais e aceitaram a Krsna como seu verdadeiro esposo.
Krsna não é somente o esposo de todas as Gopis, mas de todas as entidades vivas.
Todos devem entender perfeitamente que Krsna é o verdadeiro esposo de todas as entidades vivas, que são descritas no Bhagavad Gita como Prakrti ou femininas e Krsna é o único Purusha (masculino)," (SB 5.18.19)

Nitya Priya, as Gopis Queridas Eternamente

"As associadas pessoais de Radharani, as donzelas Gopis de Vraja, são expasões directas do Seu corpo.
Estas expansões de Srimati Radharani são necessárias para realizar a potência de prazer de Sri Krsna.
Seus intercâmbios transcendentais de amor, são os assuntos superexcelentes dos passatempos de Vrndavana.
Mediante estas expansões do corpo pessoal de Srimati Radharani, Ela ajuda o Senhor Krsna a saborear a Dança da Rasa e outras actividades similares." (Cc Adi 4.81)

"Os passatempos de Srimati Radharani e Krsna são auto refulgentes.
São a felicidade personificada, infinita e todo poderosa.
Ainda assim, os humores espirituais de tais passatempos nunca estão completos sem as Gopis, as amigas pessoais do Senhor.
Sem as Gopis, estes pasatempos entre Radha e Krsna não podem ser nutridos." (Cc Madhya 8.203)

"As Nitya Priya Gopis são depósitos transcendentais de beleza eterna, experiência, qualidades absolutamente espirituais e a grande opulência do intenso amor por Krsna." (Ujjvala Nilamani)

"Eu adoro Govinda, o Senhor Primordial, que reside no Seu próprio reino de Goloka, com Radharani, que se assemelha a Sua própria figura espiritual e que encarna a potência extática (Hladini).
Suas companheiras e confidentes, que encarnam extensões de Sua forma corpórea, estão imbuídas e impregnadas de Rasa espiritual sempre bem aventurada." (Sri Brahma Samhita)

"Todas as demais Gopis ajudam a incrementar o gozo dos passatempos de Krsna com Radharani. As Gopis actuam como instrumentos de Seu mútuo desfrute." (Cc Adi 4.21)

"Apreciando Sri Vrndavana Dhama" de SS Mahanidhi Swami

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Tecnologia Védica e Poderes Místicos

Sri Krsna, Yogesvara - o mestre de todos os poderes místicos

Baseado no livro "Em Busca da India Védica" de SS Devamrta Swami

Os povos antigos da Mesoamerica deixaram um vasto tesouro de remanescentes arqueológicos.
Novas cidades e tumulos continuam a emergir de um passado distante.

Num contraste marcante, a antiga India, desde o inicio, tem sido uma especialidade linguistica.
Somente recentemente arqueólogos começaram seus trabalhos na India.

Uma colecção massiva de evidências textuais - por tradição oral ou escrita - mantem preocupados os acadêmicos desde que os europeus chegaram à India pela primeira vez.

Os Mesoamericanos dixaram um abundante legado arqueológico, da India antiga poucos achados arqueológicos foram descobertos.
A India da antiguidade remota preservou uma imensa riqueza de conhecimento textual, a America pre-Colombiana muito pouco.

Ainda assim, nossos líderes acadêmicos não encorajam-nos a levar o conhecimento Védico muito a sério.
Com esta atitude ingrata, poucos acadêmicos levam a tecnologia Védica muito a sério, ainda que as evidências Védicas sejam bem claras.

Na literatura Védica iremos encontrar:
- muitas referências a aeronaves e vôos
- vívidas descrições de uma tecnologia militar avançada
- guerras mundiais e guerras estelares
- poderes místicos e físicos inimagináveis na actualidade
- planetas habitados por seres com diferentes níveis de habilidades e pureza
- viagens interplanetárias com aeronaves
- viagens interplanetárias através de poderes yóguicos pessoais

Visão à Distância: Antiga e Moderna
Círculos espiritualistas através do mundo reverenciam o texto Védico Bhagavad Gita como um clássico espiritual preeminente.
Pessoas cultas que não tem inclinações espirituais ao menos reconhecem-no como uma das grandes obras literárias do mundo.

No entanto, quantos leitores, entusiastas espirituais ou não, sabem que o narrador do Gita não estava presente fisicamente?
Mesmo não estando em cena, ele podia ver todos os eventos.

Os eventos no campo de batalha, incluindo os diálogos, foram narrados por Sanjaya, o secretário real, para o seu senhor Dhritarashtra.



Somos muito orgulhosos do nosso avanço em tecnologias da comunicação, mas Sanjaya no Gita demonstra a habilidade natural de testemunhar toda a cena sem estar presente fisicamente.

Este dom é considerado um poder místico Védico secundário: Dura Shravana Darshana.

Mesmo hoje em dia na India, uma rede de televisão nacional chama-se Doordarshan, derivado do Sânscrito original Dura Darshan, com o mesmo significado, "ver apesar de estar fisicamente separado do evento".

Muitos acadêmicos de estudos da India educadamente consideram tudo isto fábulas Védicas.
Incapazes de abandonar a arrogância acadêmica, poucos deles realizam que a CIA e seus homólogos russos pagaram milhões de dólares para produzir somente um pouco das habilidades que Sanjaya demonstrou no Gita.

Quando o pesquisador soviético de estudos psíquicos, Dr. Abraham Shiffrin ficou exilado em Israel nos anos 80, revelou que havia trabalhado em Moscou para o Instituto de Informação de Transmissão.
O Instituto científico estava a trabalhar com psíquicos da Asia Central que meticulosamente descreviam em detalhes os mísseis soviéticos localizados muito longe dali.

A CIA não ficou atrás.
Em 1977, o então director da CIA, Stansfield Turner disse numa conferência de imprensa que eles tinham um psíquico que podia ver através das paredes.
Finalmente, em 1995 o público ficou a saber de tudo.
A Imprensa associada anunciou: "A CIA confirma que usou "espiões psíquicos".
O Projecto Stargate utilizou psíquicos na caça ao líder Líbio Muammar al-Qaddafi, para encontrar plutônio na Coréia do Norte e auxiliar agências anti-drogas.

A CIA informou que durante vinte anos gastou 20 milhões de dólares neste projecto, até abandoná-lo em 1994.

Mistérios Antigos não Resolvidos
Sabe-se actualmente que os Alemães liderados por Hitler secretamente procuraram na India os textos que explicavam a aeronáutica Védica.

Tinham a esperança de obter a tecnologia necessária para vencer a segunda grande guerra.

Mas este estudo acadêmico é uma excepção.
Quase sempre, o academicismo segue uma regra de ouro:
não havia uma tecnologia superior na antiguidade; ninguém iguala em avanço a sociedade moderna; os seres humanos no presente momento são a coroa da criação.

Os Enigmas Egipcios de Construcção
A grande pirâmide do Egipto tem blocos de 10 a 15 toneladas nos níveis superiores, por cima de blocos menores com "somente" 6 toneladas.
Toda a estrutura possui 2.5 milhões de blocos de pedras, formando 203 níveis.

Porque e como os construtores puseram os blocos menores em baixo e particularmente os maiores em cima?

Normalmente e obviamente deveria ser o contrário.

Tente perguntar a um especialista em construção e a resposta será um grande embaraço, recusando-se a qualquer tipo de especulação.

Através do Sphinx, no Templo de Khafre as principais paredes possuem blocos de 100 e as vezes 200 toneladas.

Antes de 1970, nenhuma grua podia levantar mais do 100 toneladas.
A partir dai, poucos "monstros", com enormes contrapesos, podiam levantar 250 toneladas, e mais recentemente uma grua excepcional pôde levantar 1.000 toneladas.

Portanto, podemos somente imaginar como aqueles construtores puderam levantar aqueles blocos a muitos metros do solo.

Mais, uma firma de Ohio, especialista em brocas de granito explica que embora suas brocas girem 900 vezes por minuto, elas só entram na pedra 0,00021 de 14 cm por vez.

Como podemos atribuir aos antigos Egipcios uma broca 500 vezes mais rápida do que a nossa melhor tecnologia pode oferecer?

Os especialistas são forçados a concluir que os Egipcios utilizavam um processo conhecido hoje em dia como broca ultrasônica.

Como explicar que os Egipcios possuiam esta "High Tech"?

A proposta é chocante; os Egipcios utilizavam o som para construir suas paredes, ao colocarem escritos por baixo das pedras.

Cruzando o oceano Atlântico, do Egipto a Mesoamerica, passando pela Grécia e Tibet são muitas as descrições de uma "construção sônica".

O milagre combinado de transportar, levantar e então perfeitamente encaixar enormes blocos de pedras no topo de montanhas requer uma explicação.

Maestria Védica das Artes Místicas
Os textos Védicos enumeram oito perfeições místicas (Siddhis) principais, 10 secundárias e mais 5 complementares.

Por exemplo, o Srimad Bhagavatam descreve como Saubhari Muni construiu um palácio repleto de maravilhas, utilizando a força e técnica do som ao recitar mantras.

Existem muitas outras citações, como por exemplo os Vimanas aéreos (Aeronaves Védicas):

- aeronave simples ou para dois passageiros
- grandes aeronaves para viagens interplanetárias
- grandes aeronaves para guerras
- cidades auto-suficientes voadoras, para ficar indefinidamente no espaço

Tudo construído através do poder místico do som.

Armas Feitas de Mantras
O Homem moderno descobriu a bomba atômica, mas não descobriu como contra atacar ou negar um ataque atômico.
A literatura Védica descreve uma ciência subtil de como detonar uma arma nuclear e também neutralizá-la e direccioná-la.
Embora nossas armas nucleares necessitem um elaborado processo industrial envolvendo substâncias perigosas, as Brahmastras Védicas somente necessitavam de água e som - mantras.

Srila Prabhupada informa:
"A ciência subtil de cantar hinos também é material, mas ainda esta para ser descoberta pelos cientistas.
Ciência material subtil não é espiritual, mas tem uma relação directa com o método espiritual, que é ainda mais subtil.
O cantor de hinos sabe como aplicar a arma e como retraí-la. Isto é conhecimento perfeito.
Mas o filho de Dronacarya (o general derrotado), que fez uso desta ciência subtil, não sabia como retrair. Ele aplicou isto com medo da sua morte eminente e assim esta prática foi não só imprópria como irreligiosa."

Obviamente, isto tudo indica a grandeza da cultura Védica.
No entanto, apesar destas técnicas terem sua importância e aplicação, não devem suplantar a posição destacada de Bhakti.
Principalmente em Kali Yuga.

No Srimad Bhagavatam 11.15.33, Sri Krsna explica:
"Peritos no serviço devocional (Bhakti Yoga), declaram que as perfeições místicas de Yoga que Eu mencionei são na verdade impedimentos e uma perda de tempo para aqueles que estão a praticar a Suprema Yoga, através da qual alcança-se todas as perfeições da vida directamente de Mim."

Mesmo porque os próprios Vedas claramente explicam que o Homem moderno, sendo privado, depravado, sem longevidade, sem inteligência e sem austeridade não é capaz de desenvolver estas técnicas.

HARE KRSNA HARE KRSNA KRSNA KRSNA HARE HARE
HARE RAMA HARE RAMA RAMA RAMA HARE HARE

Vosso servo
Prahladesh Dasa

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Vedas - Porque Escritos?

Baseado no livro "Em Busca da India Védica" de SS Devamrta Swami

Antropologistas e Arqueólogos usam a palavra Civilização quase sempre no sentido de "vida nas cidades".

"O despertar da Civilização", geralmente refere-se ao desenvolvimento urbano, e consequentemente uma organização social e econômica complexa, escritos, aritmética e impressionantes construções arquitetônicas.
Devemos salientar, no entanto, que estes atributos são externos.
Ou seja, estas coisas podem não revelar o verdadeiro objectivo de uma determinada organização humana, especialmente se for uma sociedade altamente motivada espiritualmente.

A nossa absorção moderna na tecnologia e economia poderá cegar-nos para a dinâmica das antigas culturas, em especial no que diz respeito a pessoas internamente sofisticadas como os textos Védicos revelam. A visão existencial destas antigas culturas a respeito do eu e do cosmos podem parecer primitivas e sem sentido.
Mas, observando do ponto de vista do padrão Ariano da antiguidade remota, a civilização ocidental certamente pareceria bárbara e ignorante.

De facto, nossos acadêmicos raramente preocupam-se com a dinâmica interna dos Vedas.
E portanto concluem que estes mesmos textos são "ricos em imaginação", e em última análise confusos e heterogêneos.

No entanto, porque o academicismo ocidental moderno tem poucas respostas em relação a natureza da consciência, vida extraterrestre, origem do cosmos e o que esta além do tempo e espaço, muitos ocidentais inteligentes já não consideram as análises acadêmicas muito seriamente.

Como um professor americano de Religião da India comentou:
"Muito do estudo acadêmico é como o diz o provérbio médico:
a operação foi un sucesso, mas o paciente morreu.
Tradições que são saudáveis nunca consideram o diagnóstico acadêmico muito seriamente, e mantem-se longe da mesa de operações."

Actualmente podemos dizer que existem quatro grupos de pessoas interessadas na cultura e textos Védicos:

1 - Curiosos e inquisitivos. Este grupo constituí-se de pessoas que percebem que o conhecimento ocidental não consegue absolutamente dar respostas satisfatórias sobre este mesmo conhecimento.
Por sua vez, as religiões ocidentais não conseguem prover nenhuma ferramenta doutrinal ou teológica.

2 - Os seguidores clássicos das principais escolas Védicas de pensamento. Os seguidores das Sampradayas autorizadas.

3 - Aqueles que querem adaptar (Accommodationists), mantendo um pé tanto no paradigma Védico como no modernista. A grande maioria dos indianos.

4 - Mitologistas.



Vedas - Porque Escritos?

Mesmo na cultura mais recente da Grécia Antiga, os recitadores decoravam Homero e outros poetas.
As suas memórias eram treinadas para reter centenas de milhares de linhas, e assim clássicos como Iliada e Odisseia eram transmitidos.

A tradição védica conta-nos que até aproximadamente 5.000 atrás a memória dos intelectuais Védicos, brahmins, era tão afiada que simplesmente por ouvirem uma única vez, eles podiam reter este conhecimento todo.
Contrariamente a noção actual, os Vedas declaram que o conhecimento escrito em livros não indica o progresso humano, mas o seu declínio !!!

O corpo original de conhecimento surgiu bilhões de anos atrás no começo do cosmos.
Aqui, os Vedas dizem, a sua tradição oral começou, no primeiro aparecimento da energia material bem como espititual.
Um conhecimento vindo fora do cosmos - transcendental a tempo, espaço e limitaçóes materiais.

Então, a versão clássica dos Vedas aproxima-nos a 5.000 anos atrás no começo da Kali Yuga.
Este é o ponto em que a civilização começa seu declínio.
O extraordinário sábio Vyasadeva - ao ver a degeneração - codificou e amplificou o único Veda para que os habitantes de Kali Yuga que brevemente iriam povoar a Terra pudessem beneficiar-se do Conhecimento Védico.

O Mahabharata, do qual o Bhagavad Gita é somente um capítulo, foi compilado para pessoas muito ocupadas em afazeres domésticos e do dia-a-dia incapazes de serem filósofos.
No entanto, grandes professores na actualidade são incapazes de entender o Bhagavad Gita e geralmente seus comentários vão em todas as direcções excepto a conclusão correta.


Vosso servo
Prahladesh Dasa

Tempo - Kala

Trechos do artigo intitulado:
Time, the Winkless God
Por Mathuresa Dasa


Tradução por Bhagavan dasa (DvS)


...O tempo está presente com todos os outros elementos, uma parte essencial da mistura, mas lhe falta acesso sensorial ou afiliação.

...Outra característica peculiar do tempo em Sankhya, ou talvez apenas mais uma característica de seu aspecto como destituído de sentido, é que ele não tem nenhuma propriedade especial. O Bhagavatam lista os outros vinte e três elementos juntamente com suas propriedades, muitas das quais são bastante óbvias. Dentre as propriedades da água, por exemplo, há que ela umedece, amacia, remove o calor e cansaço, e mata a sede. As propriedades do tato são macio e duro, frio e quente. O som transporta significados. E assim por diante com todos os elementos. Até mesmo a mente (pensar, meditar, desejar), a inteligência (duvidar, entender mal, chegar a conclusões), e o falso-ego (orgulho, sentimento de soberania) têm suas propriedades. O tempo não tem características como têm a terra e os outros elementos, nem é interdependente como são os outros elementos. Muitos comentadores se firmam neste ponto das propriedades, ou da ausência de propriedades. Giridhara-lala Gosvami escreve que o tempo “não é caracterizado por nenhuma peculiaridade, daí ele ser sem começo ou fim”. Como ser sem peculiaridade conduz a ser infinito não é explicado, mas outro comentador repete a mesma idéia, dizendo que o tempo “não é dependente de outra causa; ele existe em sua própria harmonia. Portanto ele é eterno”. O próprio Bhagavatam diz que o tempo “é sem fim, mas coloca fim em tudo. O tempo é sem começo, mas marca o começo de tudo. Ele é imutável”. Sem começo e sem fim, bem como a habilidade de colocar fim e marcar começo em tudo, são qualidades do tempo no Bhagavatam que, evidentemente, não são tratadas como são as propriedades dos demais elementos.

...Na versão do Bhagavatam, o tempo, sendo sem propriedades, é percebido apenas por seus efeitos. Da comoção primordial na natureza até o aparecimento e evolução dos elementos, o tempo rege começos e fins.

...Se o tempo perfaz a criação como a causa do movimento e da mudança, então em cada um desses casos, na perspectiva do Bhagavatam, o efeito do tempo em um objeto é comparado com o tempo do efeito em outro, e essa comparação é aceita como o tempo em si ou como medida de tempo. O Bhagavatam propõe que a transformação, mudança ou movimento de um objeto ou elemento é um efeito do tempo, não o tempo em si.

O Bhagavatam é ciente desse conceito de tempo objeto-para-objeto e oferece um leque de instrumentos para medição, do movimento dos átomos ao movimento do sol (que parece ser o principal para o Bhagavatam como é para nós).
O cálculo do tempo abrange dos milésimos de segundos até o tempo da criação, que é de trilhões de anos.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

domingo, 21 de outubro de 2007

Tempo Védico

Baseado no livro "Em Busca da India Védica" de SS Devamrta Swami

Nas tradições religiosas Judaica Cristãs e na visão actual da ciência o tempo é linear.
Diferentemente na Cultura Védica o tempo é cíclico.
O que acontece agora acontecerá depois, o que sobe tem que descer e vice versa.
O Universo Védico passa por repetidos ciclos.
Mais do que isso, o Cosmos inteiro passa por diferentes ciclos de criação e destruição.
Durante a aniquilação a energia é conservada, e manifesta-se novamente na próxima criação.

Nosso conhecimento actual defende a versão que a mudança e o progresso ocorrem de forma linear.
A saga do Universo continua por uma linha contínua, começando num ponto A e terminando num único ponto B.
Obviamente, por causa da visão moderna do tempo diferir tão marcadamente da visão Védica, é de se esperar significativas diferenças em como encarar a vida.

Escalas do Tempo Védico

O sistema Védico de quatro Yugas apresenta extensões de eras de 4, 3, 2 e 1 de tempo com intervalos de 432.000 anos.
Satya Yuga - 1.728 milhões de anos
Treta Yuga - 1.296 milhões de anos
Dvapara uga - 864.000 anos
Kali Yuga - 432.000 anos

Obviamente, este sistema tem pouca ressonância com as teorias actuais da história humana.

A versão Védica contradiz nossa presente concepção não só da antiguidade da Humanidade como da duração da vida humana.
Satya Yuga - homem vive 100.000 anos
Então isto decresce num factor de 10.
Treta Yuga - 10.000
Dvapara Yuga - 1.000
Kali Yuga - 100, diminuindo para 50 no final.

O historiador Babilônico, Berosus (290 BC), afirmou que o Império Babilônico manteve-se por 432.000 anos.

Mesmo na Bíblia, que apresenta um breve período da História podemos encontrar que o homem vivia por 1.000 anos, gradualmente diminuindo para 110 após o dilúvio.

O historiador Judeu Flavius Josephus citou muitos trabalhos históricos para corroborar sua afirmação de que a vida humana era de 1.000 anos.

De facto, todos os povos que existiram antes do aparecimento da civilização Europeia tinham notadamente outra concepção do tempo.

No entanto, a cronologia Védica é ainda mais expansiva e sofisticada.
Mil rotações dum ciclo de Yugas constituem um dia de Brahma (Kalpa). A noite de Brahma tem a mesma duração.

De forma impressionante a escala de tempo Védico não para por aqui.
36.000 kalpas, dias de Brahma, e 36.000 kalpas, noites de Brahma - cada dia e cada noite durando 4.32 bilhões de anos - e obtem-se uma vida de Brahma.
Esta é a medida Védica da duração cósmica.

Um total de 311.04 trilhões de anos.

Onde estamos agora no meio deste tempo colossal?
Dentro de um Kalpa, nós estamos 5.000 anos numa Kali Yuga, num vigésimo oitavo ciclo de Yugas, num décimo sétimo período Manvantara.

Isto significa que de acordo com a Cosmologia Védica, o aparecimento da vida nesta Terra ocorreu a 2.3 bilhões de anos.
Curiosamente, paleontologistas declaram hoje em dia que os organismos vivos mais antigos encontrados datam desta época (fósseis na formação Gunflint no Canadá).

Mas quando a cultura Judaico Cristã envolveu a Europa, outra visão do tempo tornou-se destacada.
Chocando-se fortemente com o conceito cosmológico Grego e Védico, um novo e proeminente conceito mostrava uma única progressão do Universo do começo ao fim.
Criação, aparecimento do Homem, salvação, e o final - o Julgamento - só ocorria uma vez.
E assim como o drama cósmico só ocorria uma vez, os seres individuais só viviam uma vez.

De acordo com Santo Agostinho, esta marcha linear de progresso descortinava o plano divino da redenção Cristã.

Fatalismo e os Vedas

Uma concepção popular totalmente errada é de que a inevitabilidade e a predeterminação da cultura Védica, suprimem a capacidade humana para uma iniciativa criativa e oportunismo.
Muitos pensam que o tempo cíclico Védico está aliado a um fatalismo irreversível.

Stanley Jaki, um sacerdote beneditino conta a história do povo Maia, os Itza, cujos líderes informaram os missionários Espanhóis que numa data particular oito anos no futuro, uma época de calamidades iria abater-se sobre a tribo.
Os missionários devotadamente informaram os conquistadores espanhóis.
Na data marcada - oito anos depois - um pequeno contingente de soldados espanhóis
apareceram.
Os Itza, em número superior e com mais armas, imediatamente rederam-se sem lutar.

Esta docialidade frente a adversidades predeterminadas que parece caracterizar as culturas de tempo cíclico não tem nenhuma relação com a verdade Védica, nem podia estar mais longe.

Os Vedas enfatizam a execução dos deveres sociais, familiares e ocupacionais, em todas as circunstâncias - adversas ou não.
Consequentemente, a sociedade fortemente unida por uma resoluta determinação e caráter forte, eventualmente alcançará a plataforma de conhecimento transcendental.

Quando as pessoas ouvem que vai chover, levam um guarda chuva.
Mas ainda assim energeticamente executam suas tarefas diárias.
Saber antecipadamente dos impedimentos aumenta a efectividade ao invés de diminuí-la.

Os Vedas abertamente declaram que a nossa felicidade e sofrimento para esta vida existem desde o momento do nascimento.
Mas apesar disto, somos requeridos a executar os deveres prescritos dos Textos Védicos.

Porque?

O ponto essencial desta metafísica é que a próxima vida não está determinada. A próxima vida é moldada de acordo com as nossas escolhas actuais.

Os videntes Védicos querem que nós ultrapassemos esta existência material seja ela cíclica ou linear.

Desde que a verdadeira liberdade e felicidade só existem no plano espiritual - somos requisitados a trabalhar vigorosamente - para alcançar o supremo objectivo:

HARE KRSNA HARE KRSNA
KRSNA KRSNA HARE HARE
HARE RAMA HARE RAMA
RAMA RAMA HARE HARE

Vosso servo
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Chakra Bija Mantras

O Romance Germânico com a India

Baseado no livro: "Em Busca da India Védica" de SS Devamrta Swami

O Romance Germânico com a India

Entre os séculos XVII e XVIII os Românticos alemães tornaram-se muito atraídos ao Sânscrito e a filosofia Védica, enquanto a relação Britânica com a India rapidamente moldou-se pelo colonialismo e conversão.

Os alemães - sem qualquer interesse econômico ou político na India - livremente desenvolveram um vívido apego intelectual e emocional.

O primeiro a incitar um paixão Germânica pela India foi Johann Gottfried von Herder, cujas obras influenciaram profundamente o famoso Goethe. Ele incendiou as imaginações ao declarar sobre a Mãe India:
"Os Brahmins (a inteligência espiritual da India) tem uma sabedoria e força maravilhosos e assim educam seu povo num grau muito elevado de gentileza, cortesia, determinação e castidade.
Eles estabeleceram estas virtudes no seu povo de uma forma tão efectiva que em comparação, os Europeus frequentemente aparecem como seres bestiais, bêbados e enlouquecidos."

O filósofo e escritor Friedrich von Schlegel foi um dos que formou a base do Romantismo Germânico. Estudou profundamente Sânscrito.
Numa de suas classes na Universidade de Cologne ele disse:
"Tudo, absolutamente tudo tem sua origem na India".
Ele atribuiu o começo da civilização Egipcia à actividades missionárias vindas da India, e que a nação Hebraica havia baseado-se em remanescentes metafísicos Védicos.

O influente acadêmico, August Wilhelm tornou-se o primeiro professor de Sânscrito da Universidade de Bonn.

Em 1823, Julius von Klaproth introduziu o têrmo "Indo Germânico", que foi transformado em "Indo Europeu" pelos intelectuais não Germânicos.

Em 1821, o Ministro da Educação Prussiano, Wilhelm von Humboldt começou a estudar Sânscrito.
Sobre o Gita ele declarou:
" a coisa mais profunda e elevada que o mundo tem a mostrar."

O famoso compositor Ludwig von Beethoven apreciava profundamente os Upanishads e o Gita.

O filósofo Georg Hegel comparou a descoberta do Sânscrito com a descoberta de um novo Continente, e embora não fosse muito apreciador da India e criticasse o excessivo apego dos Românticos pela India, declarou-a como:
"o ponto de partida de toda civilização Ocidental."

O famoso filósofo alemão Arthur Schopenhauer ficou completamente encantado pelos Upanishads e declarou:
"Esta é a leitura mais elevada e satisfatória que é possível neste mundo; tem sido meu conforto na vida e será meu conforto na morte."

O energético comprometimento Germânico com os estudos indianos continua até os dias de hoje.
Quase todas as bibliotecas sérias da Alemanha possuem uma colecção completa dos livros da India.
Todas as Universidades possuem um departamento de Indologia.
Cadeiras de Sânscrito são mantidas em seis Universidades: Bonn, Tubingen, Hamburg, Munich, Marburg e Gottingen.
Todas oferecem instrucções de Sânscrito nos seus departamentos de línguas comparadas.
Três delas publicam a sua própria revista de Indologia.

Utsava Narasimha - Simhachalam na Alemanha

www.iskcon.de
www.goloka-dhama.de
www.simhachalam.de
krsna-is-cool.de
ISKCON-Heidelberg.de
www.krishnatempel.de
www.iskconwiesbaden.de
www.bhaktiyogazentrum.de


Outras Nações Acompanham

Em França, Voltaire, o pensador mais destacado (quintessential) do Iluminismo tornou-se fascinado.
Em 1775 declarou:
"Estou convencido que tudo veio até nós directamente das margens do Ganges: astronomia, astrologia, metempsicoses, etc."

O famoso escritor e filósofo francês Diderot na sua Encyclopedie disse:
"as ciências são mais antigas na India do que no Egipto."

A primeira cadeira de Sânscrito na França foi estabelecida em 1816.

Jules Michelet, famoso pelo seu tratado Historie de France disse que a India era "o ventre do mundo".

Os povos Eslávicos também acompanharam a tendência. No começo do século XIX muitos acadêmicos Eslávicos publicaram artigos comparando palavras em Sânscrito com as línguas Eslávicas.
O acadêmico Tcheco Pavel Shafarik escreveu que os povos Eslávicos haviam originado-se na India.
O cientista Polaco Valentin Mayevsky, descreveu elaboradamente a conexão entre o Eslávicos e os povos antigos da India.

A Russia publicou seu primeiro texto em Sânscrito em 1787. Novikov traduziu o Bhagavad Gita e em 1810 foi formada a Academia Asiática de São Petesburgo, com aulas em Sânscrito.
Desta forma a Rússia criou famosos indologistas como V.P. Vasilyev e V.P. Minayev.

O Húngaro Csoma de Koros (1784 - 1842) visitou a India e estudou línguas e literatura.

Cruzando o Atlântico, os Americanos seguiram a mesma linha.
Estudos Indianos formais começaram na Universidade de Yale em 1841.

Na Universidade de Harvard, em 1836, um grupo de autores e poetas juntaram-se e formaram o Clube Transcendental da América.
Assim, a nata do pensamento americano - Ralph Waldo Emerson, Henry David Thoreau, Walt Whitman e outros - estudaram os textos Védicos.

Exterminar versus Desacreditar

Quando o conquistador espanhol Cortez derrotou os Astecas em 1521, ele ordenou a destruição total da capital Tenochtitlan. Porque os Astecas faziam sacrifícios humanos, é muito difícil simpatizar com eles.
No entanto, a destruição pelos espanhóis das conquistas culturais Mesoamericanas provou ser uma terrível perda para decifrar um enigma histórico da antiguidade humana.

Os escritos foram destruidos, as estátuas foram quebradas ou derretidas e quando muito grandes, enterradas.

O imperador Asteca, Montezuma, presenteou Cortez com dois calendários circulares, um em prata sólida e outro em ouro sólido todos contendo valiosos hieroglifos - um tesouro para os acadêmicos.

Cortez mandou derretê-los imediatamente e transformá-los em lingotes.

Obviamente, para seu próprio crédito, os Britânicos na India foram muito mais subtis e gentis.
Ao invés de destruírem, assumiram um estilo diferente: "Desacreditar é a melhor parte do valor." Com este objectivo estabeleceram o estudo de Sânscrito em Oxford.

Pela Universidade de Oxford passaram três titãs da Indologia do século XIX, August Wilhem von Schlegel, Friedrich Maximilian Muller e Sir Monier Monier Williams.

Em 1833 a Universidade de Oxford oferecia prêmios para os trabalhos que atacassem o conhecimento Védico.
Um dos seus professores explicava:
"Esta série de aulas servem para preparar os estudantes e ajudá-los a ganhar um prêmio de 200 pounds... para o trabalho que melhor refute o sistema religioso Hindu."

No entanto, hoje em dia, tanto os seguidores sérios dos Vedas como uma nova linha de acadêmicos independentes asseguram que a história da Humanidade neste planeta difere radicalmente da história como tem sido contada.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Visão Clássica dos Vedas

Em Busca da India Védica - SS Devamrta Swami

"Toda a questão é que os Vedas declaram que a matéria juntamente com a energia espiritual, existem eternamente.
Além disso, da fonte da qual emanam a matéria e o espírito também emana o conhecimento de ambos.
Em outras palavras, o conhecimento perfeito é um ingrediente essencial da existência, assim como o são a matéria e o espírito.
Portanto, de acordo com a perspectiva Védica, assim como a nossa capacidade intelectual normal não pode traçar a origem da matéria e da consciência, também não consegue traçar quando o conhecimento Védico começou.
Não nos esqueçamos que a ciência e religião ocidentais são muito "fracas" nas "questões sobre a origem", sendo incapazes de dizer o que existia e como as coisas eram antes do "Big Bang".
Sendo assim, é preciso ter paciência quando os próprios Vedas descrevem-se a si mesmos como intemporais e sem começo."



Vosso servo
Prahladesh Dasa

A Matéria Emerge da Vida

"Vocês colocam a matéria antes da vida e decidem que a matéria tem existido por toda a eternidade.

Como vocês sabem que o incessante progresso da ciência não irá compelir os cientistas a considerar que a vida tem existido por toda a eternidade, e não a matéria?

Vocês passam da matéria para a vida porque vossa inteligência actualmente não consegue conceber as coisas de outra maneira.

Como vocês sabem que daqui a dez mil anos as pessoas não irão apreciar mais a idéia de que a matéria emergiu da vida?"

Louis Pasteur (1822-95)

Vosso servo
Prahladesh Dasa

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O Mito da Raça Ariana

"Em Busca da India Védica" 

Durante as últimas duas décadas e durante o século 20, o caminho escolhido por muitos historiadores da civilização começava nos portões da Grécia e de Roma.

Desta forma a descrição histórica passou pelo Ranascimento até o Iluminismo, finalmente chegando ao destino no que comumente é chamado do triunfo do Ocidente.

Porque a civilização ocidental deriva-se da era Greco Romana, nós geralmente temos a tendência à pensar que qualquer valor de outras culturas requer a mesma base.

Um acadêmico francês de Filosofia Védica, Rene Guenon, chamou esta inclinação de o "preconceito clássico".
Elaborando mais, ele descreveu isto como uma "predisposição de atribuir a origem de toda a civilização aos Gregos e Romanos."

Anteriormente os ocidentais ficavam confusos e desorientados, quando tinham que comparar civilizações muito mais antigas.
Acerca desta tendência Eurocentrista, Guenon opinou, "pode-se dizer que eles são mentalmente incapazes de cruzar o mediterrâneo."

O Nascimento dos Vedas: Uma Visão Moderna

A visão moderna da origem dos Vedas é muito diferente da descrição dada nos próprios Vedas sobre este ponto.

Alguns acadêmicos admitem francamente a grande dificuldade em estabelecer uma cronologia Védica academicamente aceitável.

Por isto, quase todos vêem os Vedas como uma extravagância mítica.

Nômadas que vieram do Norte para o subcontinente indiano e impuseram suas visões criativas a um povo menos evoluído.
Bárbaros que trouxeram isto tudo juntamente com seu gado, cabras e cães.
E é esta saga "cinematrográfica" que é aceita pela maioria dos indologistas ocidentais como sendo a origem Védica.

No entanto, de uma forma assombrosa estes nômadas bárbaros deixaram um legado muito valioso. E pode-se perguntar como isto foi possível.
Por exemplo, o Sânscrito, que facilmente podemos reconhecer como sendo imensuravelmente mais sofisticado que as línguas modernas.

Isto tudo certamente causa repulsa àquelas pessoas transcendentalistas que seriamente desenvolveram os necessários atributos para estudar os textos Védicos com uma mente aberta e pacífica.



Aproximando-se dos Vedas: É Necessário Somente Aplicar-se Para Ser Ariano?

Qualquer preceptor Védico, antigo ou actual, dirá que a riqueza dos Vedas é na verdade direccionada aos Arianos.
Este ponto deve ficar bem claro.
Mas o que é um Ariano?
Sobre este ponto a confusão ocidental floresceu.
Não considerando o mau uso deste termo na recente história humana, imediatamente devemos esclarecer que Ariano deriva do termo Sânscrito Arya e não se refere a qualquer espécie biológica ou raça, nem tampouco àqueles que falam uma língua particular, mas refere-se "àqueles que são avançados", almas nobres dedicadas ao conhecimento espiritual, qualidades e experiências.

No entanto, os acadêmicos ocidentais utilizam o termo somente como um adjectivo equivalente a "nobre" e "honrado".
Fazem assim simplesmente para suportar a idéia de que uma Etnia Ariana foi à India e conquistou e distituiu as Etnias Dasa e Dasyu.

Contrariamente, os Vedas utilizam como critério uma Etnia espiritual como factor discriminatório.
Arianos são aqueles que aplicam-se para tal.

O Mito Ariano



Agora que sabemos quem realmente são os Arianos, o que dizer acerca do conceito fraudulento - da raça suprema, "super biológica".
Seria totalmente incorrecto culpar o Partido Nacional Socialista Alemão desta mania Ariana Indo Europeia.

Equipado com cabelos ruivos e olhos azuis, superior a todos, e obcecado em guardar sua pureza racial, o mitico filho Ariano do Norte da Europa nasceu da união do academicismo e do racismo.

Todos os povos Europeus sempre tentaram evocar para si um glorioso "pedigree".

No entanto, este fantasma do falso Ariano perseguiu o mundo ocidental até os nazistas encontrarem o seu fim.

A teoria que invasores nômadas, conhecidos como a raça Ariana plantou as sementes da civilização Védica na India esta agora a ser atacada.
Ainda assim, "os excessos acadêmicos de uma era colonial" continuam bem presentes.
Todas as bibliotecas continuam a disseminar confiantes declarações de que uma assim chamada raça Ariana invadiu a India e introduziu uma série de Hinos religiosos conhecidos mais tarde como Rig Veda.
Mas, se Indo Arianos entraram na India vindos do exterior, talves remanescentes ósseos poderiam estabelecer sua origem estrangeira.
Ou seja:
Seriam os Arianos uma raça Indiana distinta?

O acadêmico Kenneth A.R. Kennedy confirma que antropologistas não encontraram nenhum remanescente ósseo identificável como sendo diferente do padrão das populações antigas do Norte da India.

Certamente a tentativa de afirmar que os Arianos Rig Védicos são uma raça fisicamente distinta é um erro.

O sentido Védico para Ariano denota praticantes espiritualistas seguidores de um estilo de vida e de uma metafísica.
Os Vedas mostram que as vezes certas pessoas possuem qualificações Arianas, e as vezes podem falhar.
Quando tais pessoas degeneram-se são consideradas inimigas.
Portanto, Arianos caprichosamente combatem outros Arianos genuínos, quando ocorre que um determinado grupo, ao desviar-se do padrão Ariano, começa a actuar de uma forma condenável.

Vosso servo
Prahladesh Dasa

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Equações Matemáticas - Consciência - Alma Espiritual

Do livro "Em Busca da India Védica" de SS Devamrta Swami, BBT.

"O premiado cientista e escritor Paul Davies observou que o que nós hoje chamamos de leis da natureza corresponde com muitos dos atributos formalmente designados à um controlador pessoal da natureza.
Como foi visto, somente a quatrocentos anos atrás - para não falar dos tempos Védicos - as pessoas designavam estes atributos pessoais à uma personalidade e não a leis mecanicistas.

As qualidades divinas que Davies e outros conceituados analistas discernem numa doutrina materialista contemporânea de leis cientificas são:
- As leis agora são vistas como universais.
- As leis são absolutas.
- As leis são eternas.
- As leis são omnipotentes.

Como nós entramos em contacto com estas leis?
Se elas simplesmente aparecem para nós através de funções físicas do Cosmos, como poderemos alcançá-las?
Nunca poderemos contactar este fenômeno do sistema cósmico e interagir com ele.

Somente os Físicos, com sua matemática, são realmente capazes de entender estas leis, porque todas as suas leis fundamentais da natureza são em essência matemáticas.

Portanto, o nosso desafio moderno "espiritual" é como entrar em contacto com estas subtis e abstratas entidades da matemática, as quais muitos Físicos acreditam ter um status transcendental.
No entanto,apesar do "poder divino" destas leis, em última análise elas devem ser materiais e terem sua origem na matéria, porque para um materialista, matéria - o estado fisico - é tudo o que existe.

O bioquímico molecular T.D.Singh, alertando para a inevitável armadilha que o "matéria-ismo" coloca a si mesmo, explica:

"Agora, se a natureza é simplesmente um apanhado de partículas que movem-se de acordo com equações matemáticas, seria possível predizer eventos como o nascimento, morte, acidentes, e guerras com a ajuda destas equações.

Na verdade, deveria ser possível compreender questões mais profundas da vida - passado, presente e futuro - em termos de equações matemáticas.

No entanto, todos os pensadores cuidadosos, especialmente os cientistas, sabem que isto é impossível - que uma aproximação matemática para entender a vida é algo completamente restritivo e muito insatisfatório."

Parece que está a faltar alguma coisa?

Sim - entendimento, significado e informação.

Mais precisamente, nossa consciência.



Os grandes cérebros aparentemente construíram este edifício mecanicista intrincado simplesmente para substituir uma supervisão pessoal da natureza.
Mas ao fazê-lo, substituem-se a si mesmos - entidades conscientes.

Todo o esquema entra em colapso quando a consciência e suas propriedades inacessíveis de entendimento, significado e informação são especificados.

A ciência enterrada no seu materialismo tem que demostrar como a consciência - "algo" que possui subjetividade, um sentido pessoal de ser - emerge da objetividade, da matéria inerte.
Mais precisamente, como tal "coisa" crucial - que não possui nem massa nem ocupa nenhum espaço - provém da matéria, o qual é massa e espaço?

Ao serem finalmente confrontados com a irrefutável realidade da consciência, os materialistas ocidentais tem como única esperança traçar ou definir a consciência como uma substância material.
Desta forma tentam encaixar esta noção nas leis matemáticas "omnipotentes, absolutas, universais e eternas".
No entanto...

Desde que a consciência não é fisica e nem química, as leis matemáticas que governam as actividades da matéria inerte, não aplicam-se-lhe.

No entanto, é razoável dizer que devem haver algumas leis e um governo para a consciência e suas actividades.

A Literatura Védica levá-nos a compreender, com todo seu conhecimento muito antigo, que a consciência é a base irredutível da função cósmica.
Esta irredutibilidade da consciência pessoal so poderá ser efetivamente explicada quando nós aceitarmos a consciência como uma energia não material, uma partícula subjectiva da alma espiritual."

Hare Krsna !!!

Vosso servo
Prahladesh Dasa

domingo, 14 de outubro de 2007

Apostando em Deus

Apostando em Deus: A Aposta de Pascal e os Benefícios da Fé

Betting on God: Pascal’s Wager and the Spoils of Faith

Por Satyaraja Dasa

Eu li uma estatística recente que considero impressionante: De acordo com uma série de pesquisas de opinião pública da organização Gallup, noventa e quatro porcento dos americanos acreditam em Deus, e noventa porcento oram. Por que, eu me perguntei, em nossa moderna era do cientificismo, tantas pessoas continuam acreditando em Deus? Vivemos em um tempo em que as coisas que não são provadas empiricamente são normalmente deixadas de lado. É claro que um bom número desses que acreditam tem apenas fé, nada mais que isso. Mas há também uma crescente comunidade científica oferecendo ímpeto para estatísticas como essa acima.
Por acaso, eu me deparei com o trabalho de Patrick Glynn, um estudante de Harvard, atualmente o diretor associado da Universidade George Washington de estudos de política comunitária em Washington, D.F. Ele promove o Princípio Antrópico, que se originou nos anos 70 como fruto da mente dos astrofísicos e cosmólogos de Cambridge, incluindo Brandon Carter, colega de pessoas como Stephen Hawking e Roger Penrose. Glynn, todavia, fez a teoria se popularizar através do livro Deus: A Evidência.

Basicamente, o Princípio Antrópico afirma que “aquilo que esperamos observar no universo, deve ser restrito pelas condições necessárias para nossa presença como observadores”. Em outras palavras, todas as aparentemente arbitrárias e desconexas constantes da física têm algo em comum: são exatamente os valores que você precisa para que exista vida no universo. Além disso, a miríade de leis da física parece ter sido precisamente ajustada, desde o começo do universo, para possibilitar a existência de seres humanos.
De acordo com Glynn, mais e mais cientistas estão aderindo ao Princípio Antrópico, que, em um grau considerável, trás a idéia de um universo ordenado e um controlador supremo, ou em outras palavras, Deus. Por causa disso, Glynn afirmou que “a aposta de Pascal” está começando a fazer sentindo.
“Quem é esse?”, perguntei a mim mesmo.
Eu logo me conectei à internet para descobrir exatamente sobre o que era essa aposta de Pascal.
A Aposta de Pascal

O filósofo/matemático do século XVII Blaise Pascal formulou um argumento pragmático para explicar a crença em Deus. Como existe o risco de erro, Pascal questionou: acreditar ou não acreditar? Sabiamente ele sugeriu “apostarmos” na existência de Deus, porque colocar nossa fé na incredulidade é uma aposta inferior. Além disso, se uma pessoa que acredita em Deus eventualmente descobre estar errada, não há nenhuma perda. Mas se a pessoa acredita em Deus e descobre estar certa, ela ganha praticamente tudo. E se uma pessoa que não acredita em Deus descobre estar errada? E se a pessoa vive uma vida ateísta e após a morte descobre que Deus existe? Isso seria certamente muito problemático.
Muitos filósofos pensam que a aposta de Pascal é o mais fraco de todos os argumentos tradicionais para se acreditar na existência de Deus. Mas Pascal acreditava que era o mais forte.

Após completar plenamente a construção de seu argumento em seu trabalho Pensees, ele escreveu, “Isto é conclusivo, e se o homem é capaz de alguma verdade, aqui está ela”. Essa declaração foi um raro momento de certeza de Pascal, um dos pensadores mais céticos da era moderna.

Mas assim é a construção de seu pensamento: Suponha que uma pessoa amada está morrendo. Você tentou de tudo, e todos os especialistas concordaram com unanimidade que não há mais esperança. Então, um doutor aparece e oferece um “remédio milagroso”. Ele diz que há cinqüenta porcento de chance de salvar a vida de sua pessoa amada. Não seria lógico tentar, mesmo que tivesse algum custo? E se fosse gratuito? Não poderia qualquer um concluir ser completamente lógico tentar, e ilógico não tentar?
Uma outra analogia: Suponha que você está no trabalho e você ouve que sua casa está em chamas e que seus filhos estão dentro dela. Você não sabe se o que você ouviu é verdadeiro ou falso. Qual é a coisa mais sensata a se fazer? Você ignora o que ouviu, ou você tenta averiguar a informação indo a sua casa ou telefonando?
“Nenhuma pessoa sensata”, escreve Pascal, “ficará em dúvida em tais casos. Decidir acreditar ou não em Deus é um caso como esses [...] Assim, portanto, é a maior de todas as tolices não ‘apostar” em Deus, mesmo que você não tenha certeza, provas, ou garantias que sua aposta será a vencedora”.

Srila Prabhupada concorda com Pascal nesse ponto.

Em Dialectic Spiritualism: A Vedic View of Western Philosophy [sem tradução para o português], uma série de diálogos entre Prabhupada e alguns de seus discípulos, Prabhupada corrobora a aposta de Pascal. Aqui está o fundamental desse diálogo:
Discípulo: Pascal afirma que temos que obrigatoriamente optar em onde colocar nossa fé, ou o que ele chama de aposta religiosa. Nós podemos ou apostar nossas fichas em Deus – no caso, nós não temos nada a perder nessa vida e tudo a ganhar na próxima – ou podemos negar Deus e por em risco nossa posição eterna.
Prabhupada: Esse é nosso argumento. Se há duas pessoas, e nenhuma delas realizou Deus, uma talvez diga que não há Deus, e a outra talvez diga que há Deus. A ambas deve ser dada uma chance. Aquela que diz não haver Deus está fora do caso, mas aquele que afirma haver um Deus deve ser prudente. Ele não pode agir com irresponsabilidade. Se há um Deus, ele não pode correr riscos. De fato, ambos estão aceitando riscos porque nenhum deles está certo se existe Deus. Todavia, é preferível que se acredite.
Discípulo: Pascal diz que as chances são cinqüenta porcento para cada lado.
Prabhupada: Sim, então pegue os cinqüenta porcento favoráveis.
Discípulo: Pascal também advogou isso. Não temos nada a perder e tudo a ganhar.
Prabhupada: Sim. Nós também sugerimos às pessoas que cantem Hare Krsna. Se você não tem nada a perder e tudo a ganhar, por que não cantar?
Claro que a aposta de Pascal não é a melhor forma de se aproximar de Deus. Obviamente, se uma pessoa tem inerente apreciação por Deus e O serve com amor e devoção naturais, isto é o melhor. Se não, a pessoa deve desenvolver a idéia do amor a Deus seguindo as recomendações daqueles que O amam de fato, juntamente com as injunções escriturais e dos sábios. Mas, como nos declara o Bhagavad-gita (capítulo 12), raramente as pessoas são amantes espontâneos de Deus. A segunda melhor opção, diz Krsna, é fixar sua mente em Deus. E se uma pessoa não pode fazer isso, ela deve, então, seguir os princípios reguladores estabelecidos por um caminho religioso. Essa seria a sugestão de Pascal também. Neste sentido, o Gita oferece várias opções para aqueles entre nós que não nasceram com amor natural ou inato por Deus.
Para entendermos a aposta de pascal, ser-nos-ia útil conhecer seu contexto. Pascal viveu em uma época de grande ceticismo. Ele era um apologista do cristianismo procurando uma maneira de explicar Deus a seus amigos céticos. Ele via a fé e a razão como dois meios para o Divino. Qual opção restaria àqueles destituídos dos dois?
“Haveria um terceiro meio”, ele se questionou, “de sair do escuro buraco da incredulidade em direção à luz da credulidade?”.
A aposta de Pascal é esse terceiro meio. Pascal estava atento da inferioridade desse meio.
“Se sua crença em Deus nasce como uma aposta”, ele escreve, “certamente não é uma fé profunda, madura ou adequada. Mas é alguma coisa, é um começo, é suficiente para represar a maré de ateísmo”.
A aposta apela não para algo muito elevado, não apela para fé, esperança, amor ou evidência de alto escalão, mas de baixo: o instinto de auto-preservação, o desejo de ser feliz e não infeliz. Aposte em Deus e será feliz; se não, não será. É esse seu valor.

Contra-argumentos

Naturalmente, os filósofos ateístas são adversos à aposta de Pascal. O primeiro problema, eles dizem, é que a aposta trás implícita a necessidade de uma escolha ser feita. Mas, de fato, dizem os opositores a Pascal, nós não temos que fazer uma. Nós podemos simplesmente aderir ao princípio agnóstico e admitir que nós não podemos de fato afirmar se Deus existe ou não. Nós podemos viver nossas vidas com essa ausência de certeza. Ponto final.
Mas no campo de batalha da vida, a pessoa deve simplesmente escolher um caminho ou outro. Consideremos Arjuna, o herói do Bhagavad-gita. No impasse de uma guerra civil, bem ali no campo de batalha, ele disse, “Eu não vou lutar”. Como Arjuna, nós, algumas vezes, pensamos poder fingir que não há batalha, que podemos viver nossas vidas sem optar por um caminho de ação ou outro, que podemos viver nossas vidas sem conseqüência. Claramente, esse tipo de negação não é algo benéfico. No caso de Arjuna, tropas estavam dispostas esperando pela batalha. Ele tinha que escolher. Pascal diz que devemos apostar em Deus ou contra Ele, e essa aposta vai determinar exatamente como viveremos nossas vidas, para melhor ou para pior. Uma pessoa pode ser boa sem Deus, mas isso é pouco provável, diz Pascal.
Outro problema levantado por aqueles que criticam a aposta de Pascal é que ela é focada no Deus do Cristianismo, juntamente com Suas regras apresentadas através da tradição bíblica. Mas por que, eles perguntam, deveria a aposta ser assim limitada? E se eu apostar na concepção cristã de Deus e essa concepção for errada? E se Deus for outra pessoa, com outro conjunto de regras?
O fato é que Deus, em sua plenitude, talvez esteja fora de nossa capacidade de conhecimento, mas Suas leis certamente estão dentro de nosso raio de alcance. Leis morais e, mais elevadas, leis espirituais, não são segredo para a humanidade. Independente do que alguns digam, as instruções de Deus variam muito pouco de religião para religião. Sanatana-dharma, ou o eterno papel da alma, é o laço que une a essência mística das religiões. E a ciência de Deus é focada nisso. A Consciência de Krsna ensina que apostar em Deus é a prerrogativa da forma de vida humana. A aposta de Pascal – mesmo sendo uma aposta de cinqüenta porcento – é uma escolha sábia.

Deus é uma Aposta Segura

Se Deus definitivamente não existe, não importa sua aposta, pois não há nada a se ganhar após a morte e, igualmente, nada a se perder. Mas se Deus existe, sua única chance de ganhar a felicidade eterna é acreditando – e agindo de acordo com essa crença – e sua única chance de perder a eternidade é se negando a acreditar.
Mas valeria a pena? Essa é a verdadeira questão. Valeria a pena renunciar o que é necessário para apostar na existência de Deus? Lembremo-nos que qualquer coisa que acaso renunciemos é apenas uma coisa finita, e, como Pascal diria, é muito mais sensato apostar algo finito na chance de ganhar algo infinito, do que o contrário. É essa a iniciativa teísta. Mesmo que você tenha de renunciar certos prazeres ou hábitos enraizados para apostar em Deus, a possibilidade de uma felicidade superior não faria isso tudo valer a pena no final? Patrick Glynn, mencionado anteriormente, lida com isso na seguinte dimensão:
“Claro que a delicada discussão aqui tomada é referente ao que aqueles que optam por acreditar devem renunciar em suas vidas: a revelação ensina que eles devem, nas palavras de Pascal, ‘encurtar’ suas ‘paixões’”. Pascal tentou minimizar esse sacrifício apontando para os benefícios puramente racionais de viver uma vida em conformidade com as leis morais. “Agora, que prejuízo poderia surgir”, ele escreveu, “por se fazer essa escolha? Você será fiel, honesto, humilde, grato, generoso, um amigo sincero, veraz. Certamente você não desfrutará daqueles deleites perniciosos – orgulho e luxúria; mas não irá experimentar outros?

A posição ateísta e agnóstica sempre foi de que Pascal teria suavizado o sacrifício perante a barganha final. Considerando os prazeres e desfrutes que a religião nos ensina a evitar, o argumento das ateístas faria sentido ao dizerem que sacrificamos muito. Mas pesquisas modernas no campo da psicologia deixam claro que a vida moralmente irrestrita não é uma boa idéia. A grande ironia acontece assim: Mesma que suas crenças sejam comprovadas como ilusórias, pessoas religiosas têm vidas mais felizes e mais saudáveis, como demonstram numerosos estudos.

O paradigma da psicologia secular moderna – o empreendimento para dar uma explicação completa para o funcionamento da mente humana sem referência em Deus ou espírito – demonstrou-se mal sucedido. A modernidade falhou em sua ambição de estabelecer uma alternativa material para a compreensão religiosa da condição humana. Uma visão puramente secular da vida mental do homem demonstrou-se falha, não apenas no nível teórico, mas também no prático. A última coisa em que Freud apostaria como resultado de meio século de pesquisas psico-científicas e experiências terapêuticas seria a redescoberta da alma.
Uma vida consciente de Deus tem muito a oferecer, anulando, com sua bem-aventurança, dificuldades de todas as esferas. Certo; devotos acordam cedo, têm a regulação de cantar o maha-mantra, e seguem certos princípios reguladores, como não comer carne, não se intoxicar, não praticar sexo ilícito e não praticar jogos de azar. Mas esses agregados da vida devocional não são tão penosos quanto podem parecer, e se tornam mais fáceis com o passar dos anos.
De fato, as pesquisas mostram que tudo isso é bom para você. Acordar cedo e ter horários é algo bom para a saúde, assim como o é o vegetarianismo e a renúncia à intoxicação. Aprender a como meditar nos nomes de Krsna e a contemplar a filosofia da consciência de Krsna é algo muito bom para o cérebro, estimulando-o de tal maneira que os prazeres matérias não podem nem se aproximar. Associar-se com os devotos significa estar com as melhores pessoas do mundo. Eu passei a amar vários de meus co-praticantes, pois eles exibem qualidades elevadas e estão entre as melhores pessoas que já conheci em minha vida. E cantar os santos nomes em kirtana – em casa, no templo, ou nas ruas – é o maior prazer que o homem pode conhecer! Os benefícios da fé definitivamente sobrepõem as dificuldades. E se Pascal estivesse aqui hoje conosco, ele teria, certamente, ainda mais motivos para advogar a favor da devoção.

Tradução por Bhagavan dasa (DvS)

Vosso servo
Prahladesh Dasa

Caturmasya

O Voto de Caturmasya segundo Srila Prabhupada.

Por Paramahamsa Dasa
Extraído do Sri Caitanya Caritamrta, Madhya-lila, vol.1, cap.4,
Verso169, significado do verso por Srila Prabhupada.

O período do voto de Caturmasya começa no mês Asadha (junho/julho), a partir do dia de Ekadasi conhecido como Deva-Sayana Ekadasi ou Padma Ekadasi no quarto-crescente. O período termina no mês de Kartika (outubro/novembro) cinco dias após o Utthana Ekadasi (não confundir com Utpanna Ekadasi), no quarto-minguante, e este Ekadasi também é conhecido como Haribodhini Ekadasi e Devotthani Ekadasi.
Este período de quatro meses é conhecido como o nome indica Caturmasya. Alguns Vaishnavas preferem observá-lo desde o dia da lua cheia (Purnima) do mês Asadha, até o dia da lua cheia do mês Katika. Este também é um período de quatro meses, calculado através dos meses lunares e também conhecido como Caturmasya. Há outros, ainda, que observam Caturmasya seguindo o período solar desde o mês Sravana até Kartika. O período integral quer lunar, quer solar, acontece durante a estação das chuvas. Todas as camadas da população devem observar Caturmasya. Não faz diferença se alguém é Grihastra ou Sannyasi. A observância é obrigatória para todos os asramas. O verdadeiro propósito que há por traz do voto observado durante estes quatro meses é diminuir a quantidade de gozo dos sentidos. Isto não é muito difícil. No mês Sravana, não se deve comer espinafre. No mês de Bhadra (agosto/setembro), não se deve tomar iogurte, e no mês de Asvina (setembro/outubro), não se deve beber leite. Não se deve comer peixe ou outro alimento não vegetariano durante o mês de Kartika. Dieta não vegetariana significa peixe e carne. Do mesmo modo, também se consideram masura dahl e urad dahl (lentilha) como não vegetarianos (nota 1). Estes dois dahls (feijões) contêm uma grande quantidade de proteína, e alimentos ricos em proteína são considerados não vegetarianos. Em suma, durante os quatro meses do período de Caturmasya, deve-se praticar a abstinência de todo alimento destinado ao gozo dos sentidos.
-NOTA-
1) A ervilha é conhecida como mug-dahl, e não é mencionada aqui como alimento não vegetariano.


Vosso servo
Prahladesh Dasa

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Yogini Jala Chakra

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Skanda Grahas

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Tantra Sastras


The Tantra literature of India, though in most cases almost lost, is still the only source whence a knowledge of Sadhana in all its aspects-theoretical, practical and ritualistic-may be derived and understood, because it is a Practical (Pratysa) Science. However, the Sastra in its literature is not a plain exposition, which would reveal its intricacies to anyone who lays a hand on it. The Initiation from the Guru is therefore essential. In fact it has been repeatedly emphasized in the Sastra that it can be fully understood only by such an Initiation-Srinatha vaktrat. However, if the subsequent tools which unravel the mysteries of Texts and also assist the process of decoding the Mantras concealed in the Text, are available, a Sadhaka can achieve some practical result.
The various Abhidhanas or Dictionaries come under this category.

The example of Vaisnava Tantra is the Sri Hari Bhakti Vilasa of Srila Sanatana Goswami.

Your servant
Prahladesh Dasa

Viloma


Para adorar o Senhor Krsna, recitar o alfabeto Sânscrito de trás para frente (Viloma):

ksam ham sam sam sam vam lam ram yam
mam bham bam pham pam
nam dham dam tham tam
nam dham dam tham tam
nam jham jam cham cam
nam gham gam kham kam
aum om aim em lm
rm rm um um im im am am

O alfabeto Sânscrito expande-se directamente do Senhor Narayana. [Harinama Vyakarana de Srila Jiva Goswami]