quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cc Madhya 23.62

Tradução

"No amor conjugal (Srngara) existem dois departamentos - união e separação. Na plataforma da união, existem ilimitadas variedades que estão além de qualquer descrição."

Significado

Vipralambha é descrita no Ujjvala Nilamani:

yunor ayuktayor bhavo
yuktayor vatha yo mithah
abhistalinganadinam
anavaptau prakrsyate
sa vipralambho vijneyah
sambhogonnatikarakah

na vina vipralambhena
sambhogah pustim asnute

Quando a amante e o amado encontram-se, eles são chamados Yukta (conectados). Antes do seu encontro são chamados Ayukta (não conectados).

Estando conectados ou não estando conectados, a emoção extática que surge de não ser capaz de abraçar e beijar o outro como desejado chama-se Vipralambha.

Esta Vipralambha ajuda a nutrir as emoções no momento do encontro. Da mesma forma, Sambhoga é assim descrita:

darsanalinganadinam
anukulyan nisevaya
yunor ullasam arohan
bhavah sambhoga iryate

"Encontrar um ao outro e abraçar um ao outro é o desejado para trazer a felicidade tanto para a amante como para o amado.

Quando este estágio torna-se extremamente exultante, a emoção extática que resulta disto é Sambhoga". Quando desperta, Sambhoga é dividida em quatro categorias:

(1) Purva Raga Anantara- depois de Purva Raga (apego antes do encontro), Sambhoga é descrita como breve (Sanksipta);

(2) Mana Anantara - depois de Mana (ira baseada no amor), Sambhoga é descrita como invasiva (Sankirna);

(3) Kincid Dura Pravasa Anantara - após estar um pouco distante por algum tempo, Sambhoga é descrita como obtida (Sampanna);

(4) Sudura Pravasa Anantara - após ter estado distante, Sambhoga é descrita como perfeita (Samrddhiman).

Os encontros dos amantes que ocorrem em sonhos também possuem estas quatro divisões."

Fim da citação.

O "Madhurya Kadambini" explica como ocorre a união (Krsna manifesta-se pessoalmente para o devoto que alcançou a fase de Prema), e então novamente há a separação e novamente há a união e novamente há a .......................

"Então especialmente para o devoto em relação conjugal (Preyasi Bhava), o Senhor revela na medida do possível toda Sua Vrndavana Dhama juntamente com Seus passatempos amorosos, de acordo com o desejo do devoto.

O Senhor mostra-lhe Sri Vrndavana, as árvores dos desejos, o Maha Yoga Pitha, a principal de Suas graças, Vrsabhanu Nandini, Sri Radha, junto com Suas Sakhis como Lalita e Suas Manjaris, Seus amigos como Subala, Seus rebanhos de vacas, o rio Yamuna, a colina de Govardhana, a colina Nandisvara, e florestas como Bhandiravana.

Logo, Ele revela Nanda, Yasoda e todos Seus irmãos, amigos, servos e Vrajavasis. Ao revelar tudo isto embebido com Rasa excelente, o Senhor submerge Seu devoto numa onda encantada de glória e então de repente desaparece com todo Seu séquito.

Recuperando a consciência depois de alguns momentos, o devoto abre seus olhos ansioso por ver o Senhor novamente, mas ao não poder vê-Lo, o devoto começa a chorar. "Eu estaria somente a sonhar? Não, não, não estava a sonhar, meus olhos não indicam que eu estava a sonhar.

"Foi alguma alucinação? Não uma alucinação nunca podería dar tanta gloria, ou foi alguma infecção em minha mente? Não, os sintomas de uma mente distraída estão ausentes. Foi a execução de um desejo escondido? Não, não.

”Uma ideia materializada nunca poderia aproximar-se do que eu vi. Foi um resplendor fugaz do Senhor em meu coração (Sphurti)? Não, todas as visões passadas do Senhor que eu me recorde nunca forma vivas.

Desta forma, importunado por tantas dúvidas, o devoto cai no solo cheio de pó e ora para ter outra vez o Darsana do Senhor. Desejando uma e outra vez este Darsana, mas ao não obtê-lo, ele se lamenta, chora, cai de novo no solo, ofende seu próprio corpo, desfalece, se recompõe, fica em pé, senta-se, corre para todos os lados e geme como um demente.

Algumas vezes ele senta-se como um sábio ou como um desadaptado deixa de fazer seus deveres diários. Noutras ocasiões fala incoerências como uma pessoa possuída por espíritos.

Então se algum devoto amigo vêm consolá-lo e pergunta-lhe em privado sobre qual é o assunto, ele explica a seu amigo o que experimentou.

O amigo exclama, "Oh! meu amigo! Que boa fortuna! Tiveste um encontro directo com o Senhor!" (Bhagavat Saksatkara)

Satifeito com esta explicação ele recupera-se e fica feliz. Mas logo depois começa a lamentar-se, "Oh! porque não posso ter novamente o Darsana do Senhor?"

Foi somente uma chuva de misericórdia sem causa de alguma coroa de jóias de um Maha Bhagavata para com esta alma inútil?

Ou foi o fruto de algum assim chamado serviço feito por uma inútil alma como a minha, parecendo-se com serviço devocional?

Ou acaso é o Senhor que é a compaixão personificada e concedeu Sua misericórdia sem causa a um infeliz oceano de faltas como eu.

"Oh! O que eu fiz! Por alguma fortuna indescritível o Senhor esteve nas minhas próprias mãos, mas então devido a uma grande ofensa, Ele deslizou para um outro lugar novamente. Estou desvalido, minha mente encontra-se instável e não posso entender.

Para onde irei? Que faria e como faria? A quem perguntar? Os três mundos parecem totalmente vazios e não há nada neles para mim. Desamparado, sinto que estou sendo devorado por um incêndio florestal. renunciando a associação mundana, ficarei por algum tempo sózinho para pensar.

Fazendo isto, ele lamenta-se novamente. "Oh Senhor de rosto de lótus, envolvido com correntes de doce néctar, Tua bela forma adornada com uma guirlanda de flores silvestres que perfumam toda a floresta e que intoxica todas as abelhas que zombem por todos os lados

Somente por um momento poderei vê-Lo novamente? Tendo saboreado somente uma única vez Tua Madhurya, não aspiro a mais nada.

Ele comoça de novo a rodar no solo, respira pesadamente, desfalece, e torna-se demente. De repente ao ver o Senhor por todas as partes, ele regojiza-se, ri, dança, canta. Quando o Senhor desaparece uma vez mais, ocupado em remoer ele lamenta-se.

Ele emprega o resto da sua vida comportando-se de uma forma estranha e já não sabe se tem um corpo ou não.

Ele somente entende que seu adorável Senhor, o oceano de misericórdia está directamente manifesto principalmente em Sua própria morada para compromete-lo em Seu serviço pessoal. Assim, o devoto logra o propósito último da vida."

Fim da citação.

No "Sri Navadvipa Dhama Mahatmya" , Srila Bhaktivinoda Thakur descreve:

"O Prema Bhakti que os devotos experimentam em relação a Mim vem de duas formas.

Em união comigo eles desfrutam o que se chama Sambhoga, e em separação de Mim eles experimentam a felicidade de Vipralambha.
Os Meus associados eternos desejam Sambhoga (união), mas como misericórdia dou-lhes Vipralambha (separação).

A tristeza de Vipralambha centra-se em Mim, mas na verdade é a maior bem-aventurança.
Os devotos sentem desta forma.

Depois da separação, quando ocorre a união, muito mais intensa que antes - multiplicado cem mil vezes - é a bem-aventurança que eles sentem.

Esta é a explicação de como pode haver felicidade na separação e deves aceitá-lo."

Fim da citação.

Qualquer Goloka Rasa pode ser desperta pelo desempenho de Vipralambha Rasa Maya Hare Krsna Maha Mantra Sankirtana. (Aindra Prabhu)

Vosso servo

Prahladesh Dasa Adhikari